- A Petrobras anunciou a compra de 27,5% do consórcio do bloco 4 em São Tomé e Príncipe.
- A empresa se junta a parceiros como Shell, que opera com 30%, Galp com 27,5% e ANP-STP com 15%.
- A aquisição faz parte da estratégia da Petrobras para expandir sua atuação na África e diversificar seu portfólio.
- Desde fevereiro de 2024, a Petrobras já possui 45% dos blocos 10 e 13 e 25% do bloco 11 no país.
- O Bradesco BBI avaliou que o valor pago pela nova participação é considerado baixo, dada a fase exploratória do ativo.
A Petrobras (PETR4) anunciou a aquisição de 27,5% do consórcio do bloco 4 em São Tomé e Príncipe, conforme comunicado divulgado nesta sexta-feira. A estatal se junta a parceiros como Shell, que opera o bloco com 30%, Galp com 27,5% e ANP-STP com 15%. Esta movimentação faz parte da estratégia da Petrobras para expandir sua presença na África e diversificar seu portfólio.
Desde fevereiro de 2024, a Petrobras já detinha 45% dos blocos 10 e 13 e 25% do bloco 11 no país africano. A nova aquisição reforça a atuação exploratória da empresa na região, que é vista como um potencial promissor para a exploração de petróleo e gás. O Bradesco BBI avaliou que o valor pago pela participação é considerado baixo, dado o caráter exploratório do ativo.
Análise do Mercado
Alexandre Pletes, head de renda variável da Faz Capital, destacou que a área ainda está em fase exploratória. Ele afirmou que essa aquisição representa uma aposta estratégica de longo prazo para a Petrobras, visando garantir uma produção elevada no futuro. No entanto, a operação não gera relevância prática imediata, pois estudos adicionais são necessários para avaliar o potencial real da região.
A Genial Investimentos manteve uma recomendação neutra para as ações da Petrobras, com um preço-alvo de R$ 44. O cenário global, incluindo possíveis sanções à Rússia e a alta nos preços do petróleo, pode impactar mais rapidamente as ações da empresa do que a nova aquisição. A Petrobras continua a buscar soluções para expandir sua atuação, enquanto aguarda a aprovação do licenciamento ambiental para a exploração da margem equatorial, que possui alto potencial.
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