- Eletrobras e Eneva são apontadas como beneficiárias da volatilidade nos preços da energia no Brasil, segundo análise do BTG Pactual.
- A Eletrobras pode alcançar um dividend yield de 18% e a Eneva um aumento de 18% no valor justo de suas ações.
- A nova dinâmica de preços de energia spot é impulsionada por melhorias na operação do sistema elétrico.
- Preços de longo prazo permanecem deprimidos devido à sobreoferta, especialmente da geração solar.
- Se os preços médios de energia atingirem R$ 200,00 por megawatt-hora nos próximos cinco anos e meio, a Eletrobras poderá apresentar um dividend yield médio de 18% ao ano.
A Eletrobras e a Eneva despontam como as principais beneficiárias da recente volatilidade nos preços da energia no Brasil, conforme análise do BTG Pactual. O relatório destaca que a Eletrobras pode alcançar um dividend yield de 18% e a Eneva um aumento de 18% no valor justo de suas ações.
As mudanças no comportamento dos preços de energia spot, impulsionadas por melhorias na operação do sistema elétrico, resultaram em um cenário de preços mais sustentados e voláteis. Essa nova dinâmica contrasta com a situação de preços de longo prazo, que permanecem deprimidos devido à sobreoferta de energia, especialmente da geração solar.
Os analistas do BTG, Antonio Junqueira, Gisele Gushiken e Maria Schutz, afirmam que as empresas que operam na lógica “merchant”, vendendo energia no mercado de curto prazo, são as que mais se beneficiarão. Eles ressaltam que a Eletrobras possui a capacidade de se adaptar a essa nova realidade, enquanto a Eneva tem expertise para adicionar capacidade térmica ao sistema.
Se os preços médios de energia atingirem R$200/MWh nos próximos cinco anos e meio, a Eletrobras poderá apresentar um dividend yield médio de 18% ao ano. Para a Eneva, o valor justo das ações pode aumentar em R$3 com a expectativa de uma grande contratação no leilão de capacidade planejado para 2026.
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