- A indústria brasileira de madeira registrou 4.000 demissões devido às tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos.
- A informação foi divulgada pela Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) em 16 de outubro.
- As exportações para os Estados Unidos, que representavam 50% da produção, caíram entre 35% e 50% em agosto em relação a julho.
- Além das demissões, há 5.500 trabalhadores em férias coletivas e 1.100 em lay-off, com previsão de mais 4.500 demissões nos próximos dois meses se as tarifas persistirem.
- O governo brasileiro anunciou um plano de contingência para apoiar o setor, que gera cerca de 180 mil empregos formais no país.
A indústria brasileira de madeira enfrenta uma crise severa, com 4.000 demissões já registradas devido às tarifas impostas pelo governo Trump. A informação foi divulgada pela Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente) nesta terça-feira, 16 de outubro. Os Estados Unidos, que absorviam cerca de 50% da produção do setor, viram suas importações caírem drasticamente desde a implementação das tarifas em agosto.
Além das demissões, o setor conta com 5.500 trabalhadores em férias coletivas e 1.100 em lay-off. A Abimci alerta que, se as tarifas continuarem, mais 4.500 empregos poderão ser perdidos nos próximos dois meses, dobrando o número atual de desligamentos. A associação destaca que a retração do mercado começou em julho, com o cancelamento de contratos e embarques.
Impacto nas Exportações
As exportações de agosto apresentaram uma queda entre 35% e 50% em relação a julho, refletindo a gravidade da situação. A Abimci critica a postura do governo brasileiro nas negociações com os Estados Unidos, afirmando que a solução para o impasse depende de uma negociação direta entre os dois países. A associação ressalta que essa competência é exclusiva do governo federal, que não tem agido com a urgência necessária.
O setor madeireiro é crucial para a economia, gerando cerca de 180 mil empregos formais no Brasil, com 90% da produção concentrada na região Sul, especialmente nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em resposta à crise, o governo Lula anunciou um plano de contingência que inclui linhas de financiamento e adiamento de impostos federais, visando amparar as empresas afetadas.
As tensões entre Brasil e Estados Unidos continuam, com Lula afirmando que o país “é dono do próprio nariz”. O futuro da indústria de madeira brasileira depende de ações efetivas para mitigar os impactos das tarifas e buscar novos mercados.
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