- O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou a privatização de 44% da Nucleoeléctrica Argentina.
- A empresa manterá 51% de suas ações sob controle estatal.
- A privatização será feita por meio de uma licitação internacional para atrair investimentos privados.
- Funcionários poderão participar com até 5% do capital social, totalizando 2.989 empregados.
- A Nucleoeléctrica Argentina opera as usinas Atucha I, Atucha II e Embalse, com capacidade instalada de 1.763 megawatts.
O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou nesta terça-feira, 16, a assinatura de um decreto para privatizar 44% da Nucleoeléctrica Argentina. A empresa, responsável pela operação das usinas nucleares do país, manterá 51% de suas ações sob controle estatal. A medida visa atrair investimentos privados e promover a eficiência operacional.
A privatização será realizada por meio de uma licitação internacional, com o objetivo de diversificar riscos e garantir a continuidade das operações das usinas. O porta-voz presidencial, Manuel Adorni, destacou que a iniciativa busca fomentar o investimento privado para a construção do primeiro reator modular da Argentina e impulsionar a mineração de urânio.
Participação dos Funcionários
Além disso, um programa de propriedade conjunta permitirá que os 2.989 funcionários da Nucleoeléctrica Argentina participem com até 5% do capital social. Essa estratégia é parte da agenda de desregulamentação econômica promovida pelo governo, que inclui a privatização de diversas empresas estatais.
A Nucleoeléctrica Argentina opera as usinas Atucha I, Atucha II e Embalse, com uma capacidade instalada de 1.763 megawatts. A entrada de capital privado é considerada essencial para financiar projetos estratégicos, como a extensão da usina Atucha I, prevista para retornar ao mercado em 2027. O governo acredita que essas iniciativas garantirão a operação contínua e competitiva das usinas nucleares no país.
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