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Produtores de castanha do Acre superam tarifas, mas tática pode falhar em 2024

Cooperacre busca novos mercados após tarifas dos EUA reduzirem exportações de castanha em 70% e impactarem três mil famílias.

Região da Cooperacre (Foto: Reprodução)
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  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, visitou a Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre (Cooperacre) em 8 de agosto de 2025.
  • A cooperativa, que exporta castanha e outros produtos para os Estados Unidos desde 2015, redirecionou suas vendas para a Europa e Emirados Árabes devido a tarifas impostas pelos EUA.
  • A Cooperacre enfrentou uma queda de 70% na safra de castanha em relação ao ano anterior, impactando mais de três mil famílias.
  • Até agora, em 2025, foram realizados apenas nove embarques de castanha, com a maioria destinada a novos mercados.
  • A cooperativa busca diversificar suas exportações, considerando a China e países vizinhos, e critica a competitividade do Brasil em relação ao Peru.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre (Cooperacre) em 8 de agosto, após a implementação de tarifas sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos. Desde 2015, a Cooperacre exporta castanha e outros produtos para o mercado norte-americano, mas a recente política tarifária levou a cooperativa a redirecionar suas vendas para a Europa e os Emirados Árabes.

A Cooperacre, que representa mais de três mil famílias e impacta cerca de 26 mil pessoas, enfrentou uma queda de 70% na safra de castanha em relação ao ano anterior. Kássio Almada, gerente comercial da cooperativa, destacou que a diminuição da produção facilitou a venda para novos mercados. Em 2024, a cooperativa enviou 40 embarques de castanha, sendo 45% destinados aos Estados Unidos. Neste ano, até agora, foram apenas nove embarques, com a maioria para a Europa e Emirados Árabes.

Desafios e Oportunidades

A cooperativa agora busca diversificar seus mercados, considerando a China e países vizinhos como novas opções. Almada expressou preocupação com a competitividade do Brasil, especialmente em relação ao Peru, que possui alíquota zero para a castanha. Ele afirmou que a combinação de preços elevados e barreiras tarifárias pode comprometer a posição brasileira no mercado.

Além da castanha, a Cooperacre também trabalha com borracha natural, palmito de pupunha, fruticultura e café, sendo a castanha responsável por 80% do faturamento. O gerente comercial criticou a decisão dos negociadores dos EUA, que mantiveram tarifas sobre a castanha descascada e desidratada, enquanto a castanha com casca foi excluída da taxa extra.

Por enquanto, a cooperativa não planeja utilizar o programa Brasil Soberano, mas está atenta às necessidades do próximo ano, quando espera uma colheita maior. A diversificação de mercados internos e externos é vista como essencial para garantir a sustentabilidade e o crescimento da cooperativa.

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