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Banco Central argentino reafirma controle sobre câmbio e nega intervenção

Banco Central da Argentina vendeu US$ 53 milhões após o peso ultrapassar o teto da faixa cambial estabelecida em 1.474,5 pesos por dólar.

Cédulas de 100 pesos e 100 dólares dispostas lado a lado (Foto: Reprodução)
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  • O Banco Central da Argentina realizou sua primeira intervenção no mercado cambial desde a implementação da faixa de negociação em abril.
  • A ação ocorreu após o peso argentino desvalorizar-se além do limite superior, levando à venda de US$ 53 milhões em 17 de setembro.
  • O teto da faixa cambial foi fixado em 1.474,5 pesos por dólar. O Banco Central contestou a violação do limite, afirmando que seus cálculos diferem dos números divulgados.
  • O governo do presidente Javier Milei adotou uma abordagem de flutuação controlada para o peso, com um aumento mensal de 1%.
  • A intervenção reflete a necessidade de estabilizar a moeda em um cenário econômico desafiador, marcando uma mudança na estratégia do governo.

O Banco Central da Argentina realizou sua primeira intervenção no mercado cambial desde a implementação de uma faixa de negociação em abril. A ação ocorreu após o peso argentino desvalorizar-se além do limite superior estabelecido, levando a autoridade monetária a vender US$ 53 milhões na quarta-feira, 17 de setembro.

A intervenção foi necessária após o peso ultrapassar o teto da faixa, fixado em 1.474,5 pesos por dólar. O Banco Central contestou informações que indicavam essa desvalorização, afirmando que seus cálculos diferem ligeiramente dos números divulgados publicamente. Segundo a instituição, o teto válido na quarta-feira era de 1.474,5, o que significa que, tecnicamente, não houve violação.

Acordo com o FMI

Desde o acordo de US$ 20 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o governo do presidente Javier Milei adotou uma abordagem de flutuação controlada para o peso, permitindo uma expansão gradual da faixa de 1% ao mês. Essa estratégia foi implementada para dar maior flexibilidade ao mercado cambial, permitindo que a moeda flutue dentro de limites estabelecidos.

A intervenção do Banco Central marca uma mudança na estratégia de Milei, que até então utilizava métodos alternativos para estabilizar a moeda, como a venda de dólares pelo Tesouro argentino e contratos de câmbio futuro. A nova ação reflete a necessidade de garantir a estabilidade do peso em um cenário econômico desafiador.

Resposta do Governo

A medida também destaca a capacidade do governo em responder a flutuações do mercado, conforme permitido pelo acordo com o FMI. Quando o peso atinge os limites da faixa, a intervenção direta é autorizada, o que agora foi colocado em prática pela primeira vez sob a administração de Milei. Essa ação é um indicativo da pressão que a moeda enfrenta e da necessidade de medidas rápidas para evitar uma maior desvalorização.

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