- O Brasil produziu mais de 7 bilhões de litros de etanol de milho em 2024, representando 20% da produção total de biocombustíveis do país.
- A produção de etanol de milho começou em 2012, com a primeira usina dedicada inaugurada em 2017.
- O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) investiu mais de R$ 2,1 bilhões em financiamentos para novos projetos em Goiás e Mato Grosso.
- A legislação “Combustível do Futuro” permite a mistura de até 35% de etanol na gasolina, o que pode aumentar a produção de biocombustíveis.
- As vendas de etanol cresceram 33,4% em 2024, totalizando 21,66 bilhões de litros, enquanto as vendas de gasolina caíram 4% em relação a 2023.
O Brasil está experimentando um crescimento significativo na produção de etanol a partir do milho, com mais de 7 bilhões de litros produzidos em 2024, representando 20% da produção total de biocombustíveis do país. Essa mudança ocorre em um contexto de novos investimentos e legislação que pode aumentar a mistura de etanol à gasolina.
Desde 2012, o etanol de milho começou a ser produzido no Brasil, com a primeira usina dedicada inaugurada em 2017. O professor Jaques Paes, da Fundação Getúlio Vargas, ressalta que a cana-de-açúcar ainda apresenta maior produtividade, mas considera que as duas matrizes são complementares. O etanol de milho, segundo Paes, aproveita o excedente da produção, ajudando a estabilizar os preços de armazenamento.
Investimentos e Legislação
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem apoiado o setor com mais de R$ 2,1 bilhões em financiamentos desde o ano passado, visando três novos projetos em Goiás e Mato Grosso. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, considera essa iniciativa crucial para a transição energética do Brasil.
A legislação conhecida como Combustível do Futuro, aprovada no ano passado, pode impulsionar ainda mais a produção de biocombustíveis, permitindo uma mistura de até 35% de etanol na gasolina. Em 2024, as vendas de etanol cresceram 33,4%, totalizando 21,66 bilhões de litros, enquanto as vendas de gasolina caíram 4% em relação a 2023.
Comparação Internacional
Paes também destaca as diferenças entre o etanol de milho brasileiro e o americano, que depende de carvão e gás, tornando sua matriz menos sustentável. O potencial do Brasil foi reconhecido pela Organização da Aviação Civil Internacional, que considera o milho de segunda safra uma fonte importante para combustíveis sustentáveis de aviação.
Com um modelo único de produção de biocombustíveis, o Brasil se consolida como líder mundial em bioenergia, ampliando a oferta de etanol, gerando empregos e reduzindo emissões.
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