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DHL contrata agentes de aduana em meio a mudanças no comércio dos EUA

DHL observa queda de até 20% nas remessas da China para os EUA e planeja aumentar em 40% a capacidade de atendimento em resposta à demanda crescente.

Um oficial da Patrulha de Fronteira da Califórnia direciona um caminhão de inspeção de veículos e cargas móveis (VACIS) para realizar uma radiografia do conteúdo de um contêiner de carga no Terminal de Exame Central do Porto de Los Angeles/Long Beach em Carson (Foto: Reprodução)
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  • Tim Robertson, CEO da DHL Global Forwarding, afirmou que a temporada atual de remessas é a mais atípica que já viu.
  • As remessas da China para os EUA estão em desaceleração, com uma queda significativa em comparação ao ano passado.
  • A guerra comercial entre EUA e China é um fator que contribui para essa diminuição, com algumas rotas apresentando declínios de até 20%.
  • A DHL planeja contratar mais de 200 agentes de customs para lidar com a complexidade das remessas e está investindo em setores como farmacêutico e energia.
  • A empresa está ampliando sua capacidade de atendimento em até 40% e investindo em tecnologia para melhorar a visibilidade das remessas.

Tim Robertson, CEO da DHL Global Forwarding, afirmou que a atual temporada de remessas é a mais atípica que já presenciou. Tradicionalmente, as encomendas para o feriado aumentam antes da Golden Week na China, mas este ano, as remessas da China para os EUA estão em desaceleração. Comparando os volumes de frete deste ano com o ano passado, Robertson notou uma queda significativa, refletindo uma tendência observada em toda a indústria de transporte.

O impacto da guerra comercial entre EUA e China é um dos fatores que contribuem para essa diminuição, com algumas rotas comerciais apresentando declínios de até 20%. A antecipação de tarifas levou a um aumento nas remessas anteriormente, mas agora, a demanda está em um ciclo de paradas e recomeços. Apesar disso, mercados como México, Brasil e Colômbia estão mostrando um aumento nas remessas da Ásia-Pacífico.

Mudanças Estratégicas

Diante desse cenário, a DHL está se adaptando. A empresa planeja contratar mais de 200 agentes de customs para lidar com a crescente complexidade das remessas e ajudar importadores a garantir conformidade com as regulamentações. Robertson destacou que a necessidade de especialistas é crucial, especialmente em um ambiente onde as tarifas mudam frequentemente.

Além disso, a DHL está investindo em diversas áreas, incluindo vida saudável, farmacêutica e energia, que estão se beneficiando de mudanças no comércio. O setor farmacêutico, em particular, está em expansão, com empresas como a Eli Lilly anunciando investimentos significativos em novas fábricas nos EUA. A transformação digital e o crescimento da infraestrutura de dados também estão criando novas oportunidades para a DHL, que está ampliando seus serviços para apoiar essa demanda crescente.

O Futuro do Comércio

A empresa está se preparando para um futuro incerto, onde a identificação rápida de tendências se torna essencial. Robertson enfatizou que a divergência nas rotas comerciais e a volatilidade do mercado exigem decisões ágeis. A DHL está investindo em tecnologia para melhorar a visibilidade das remessas e a conformidade regulatória, além de aumentar sua capacidade de atendimento em sua divisão de global forwarding em até 40%.

Essas mudanças refletem uma adaptação necessária em um cenário de comércio global em constante evolução, onde a DHL busca não apenas sobreviver, mas prosperar em meio à incerteza.

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