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Economia argentina recua no segundo trimestre e interrompe fase de recuperação

A economia argentina enfrenta desafios com desemprego em alta e previsão de crescimento revisada para 4,4% em 2023.

Economia argentina cai 0,1% no segundo trimestre (Foto: Reprodução)
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  • A economia da Argentina encolheu 0,1% no segundo trimestre de 2023, contrariando expectativas de crescimento de 0,1%.
  • Em comparação ao mesmo período do ano anterior, houve um crescimento de 6,3%, abaixo da projeção de 6,5%.
  • A desaceleração foi impulsionada pela queda nas exportações, no consumo no varejo e nos investimentos em capital.
  • O desemprego atingiu seu nível mais alto em quase quatro anos, e a previsão de crescimento para o ano foi revisada para 4,4%.
  • A situação econômica desfavorável representa um desafio para o presidente Javier Milei, especialmente com as eleições legislativas se aproximando.

A economia da Argentina registrou uma queda de 0,1% no segundo trimestre de 2023, contrariando as expectativas de crescimento de 0,1% segundo economistas consultados pela Bloomberg. O resultado ocorre em um contexto de crescente instabilidade política e econômica, com as eleições legislativas se aproximando.

Em comparação com o mesmo período do ano anterior, a economia cresceu 6,3%, ligeiramente abaixo da projeção de 6,5%. Os principais fatores que contribuíram para a desaceleração foram a queda nas exportações, no consumo no varejo e nos investimentos em capital. Apesar disso, as importações diminuíram e o consumo do governo apresentou leve alta.

Desemprego e Desafios Futuros

A situação se agrava com o desemprego atingindo seu nível mais alto em quase quatro anos no primeiro trimestre. Os dados do segundo trimestre, que serão divulgados em breve, devem confirmar essa tendência. A retração econômica coincide com a diminuição do consumo, impulsionada pela queda dos salários ajustados pela inflação.

As perspectivas para os próximos meses não são otimistas. Economistas preveem que a economia continuará a se contrair em julho e agosto, devido a medidas do banco central que resultaram em escassez de liquidez e taxas de juros reais em dois dígitos. A previsão de crescimento para o ano foi revisada para 4,4%, abaixo da expectativa anterior de 5%.

A situação econômica desfavorável traz mais desafios para o presidente Javier Milei, que já enfrentou uma derrota significativa em uma votação provincial em Buenos Aires. A combinação de um PIB em queda e um cenário de desemprego elevado pode impactar suas chances nas eleições legislativas marcadas para o final de outubro.

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