- O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, considera implementar a “taxa Zucman”, que tributaria em 2% ao ano patrimônios acima de 100 milhões de euros.
- A proposta visa arrecadar 20 bilhões de euros anuais, em um contexto de déficit de 5,8% do PIB e dívida pública de 114%.
- Lecornu busca apoio da oposição socialista para evitar dificuldades no Parlamento, após erros de antecessores.
- Apesar do apoio popular, com 86% dos franceses a favor da taxa, a proposta enfrenta resistência de aliados e da oposição, incluindo a extrema direita.
- Lecornu já descartou a taxa Zucman, enfrentando críticas da federação patronal Medef, que ameaça mobilizações contra novos impostos.
O novo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, está considerando a implementação da “taxa Zucman”, que propõe tributar em 2% ao ano os patrimônios superiores a 100 milhões de euros. A medida visa aumentar a arrecadação em 20 bilhões de euros anuais, um valor significativo para o governo que enfrenta um déficit de 5,8% do PIB em 2024 e uma dívida pública de 114%.
Lecornu, que iniciou discussões sobre o orçamento de 2026, busca apoio da oposição socialista para evitar os erros de seus antecessores, que enfrentaram dificuldades no Parlamento. O economista Gabriel Zucman, defensor da taxa, destaca que apenas 0,01% dos contribuintes seriam afetados, mas a proposta enfrenta resistência tanto de aliados quanto da oposição, incluindo a extrema direita de Marine Le Pen.
A pressão popular por justiça fiscal se intensificou, com 86% dos franceses apoiando a taxa Zucman, segundo pesquisa da Ifop. Protestos e greves convocados por sindicatos refletem essa insatisfação, com a expectativa de 400.000 manifestantes nas ruas. A líder do CGT, Sophie Binet, afirmou que “o orçamento será decidido nas ruas”.
Apesar de prometer “rupturas” em relação ao passado, Lecornu já descartou a taxa Zucman, enfrentando críticas da federação patronal Medef, que ameaça mobilizações contra aumentos de impostos. Desde 2017, o governo de Emmanuel Macron tem reduzido impostos para grandes fortunas e empresas, priorizando a competitividade da economia francesa.
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