- O Banco Central argentino (BCRA) vendeu US$ 379 milhões em reservas internacionais em 18 de agosto.
- A venda ocorreu após o dólar atingir o teto da banda cambial móvel, que varia entre 948,76 e 1.474,83 pesos argentinos.
- Com essa intervenção, as reservas do BCRA caíram para US$ 39,407 bilhões, uma redução de US$ 98 milhões em um único dia.
- O dólar foi negociado a 1.475,07 pesos no câmbio oficial ao final do dia.
- A situação econômica do país é desafiadora, com o PIB apresentando uma contração de 0,1% no último trimestre.
O Banco Central argentino (BCRA) realizou uma nova intervenção no mercado de câmbio, vendendo US$ 379 milhões em reservas internacionais nesta quinta-feira, 18 de agosto. A ação ocorreu após o dólar atingir o teto da banda cambial móvel, estabelecida entre 948,76 e 1.474,83 pesos argentinos. Com essa venda, as reservas do BCRA caíram para US$ 39,407 bilhões, uma redução de US$ 98 milhões em apenas um dia.
A intervenção do BCRA é uma resposta à pressão crescente sobre a moeda local, que tem enfrentado volatilidade significativa. No final do dia, o dólar era negociado a 1.475,07 pesos no câmbio oficial. Esta foi a segunda atuação consecutiva do banco, refletindo a necessidade de estabilizar a moeda em um cenário econômico desafiador.
Contexto Econômico
A situação econômica da Argentina tem se deteriorado, com o PIB do país apresentando uma contração de 0,1% no último trimestre. A pressão sobre o câmbio tem levado o governo a adotar um regime de banda cambial, permitindo intervenções frequentes para evitar uma desvalorização excessiva do peso. O ministro da Economia, Luis Caputo, reafirmou que o governo está disposto a vender “até o último dólar no teto da banda” para manter a estabilidade.
Analistas destacam que as reservas líquidas do BCRA estão em US$ 6 bilhões, enquanto o governo precisaria de US$ 9,75 bilhões para sustentar a banda até as próximas eleições. Essa realidade representa um desafio significativo para a administração do presidente Javier Milei, que enfrenta uma crescente perda de popularidade e indicadores econômicos desfavoráveis.
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