- O Banco Central do Brasil manteve a taxa Selic em 15% ao ano, a maior desde 2006.
- A decisão foi unânime e reflete preocupações com a inflação, que ainda está acima da meta de 3% para 2025.
- O último boletim Focus prevê inflação de 4,83% ao final de 2025.
- Em contraste, o Federal Reserve dos Estados Unidos cortou sua taxa de juros em 0,25 ponto percentual, estabelecendo uma nova faixa de juros.
- O Fed sinalizou a possibilidade de mais cortes até o fim do ano, visando estimular a economia e o emprego, apesar da inflação em alta.
A quarta-feira foi marcada por decisões opostas dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos. O Banco Central (BC) brasileiro decidiu manter a Selic em 15% ao ano, a maior taxa desde 2006, e indicou que essa situação deve perdurar por um “período bastante prolongado”. Em contraste, o Federal Reserve (Fed) cortou sua taxa de juros e sinalizou mais reduções até o fim do ano.
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) foi unânime e reflete a preocupação com a inflação, que, embora esteja em trajetória de queda, ainda supera o teto da meta de 3% para 2025. O último boletim Focus aponta uma previsão de 4,83% para o índice ao final de 2025. O Copom também destacou a incerteza global provocada por políticas comerciais dos EUA, como o tarifaço do presidente Donald Trump.
Nos Estados Unidos, a meta de inflação é de 2%, mas o índice subiu para 2,9% no mês passado. O Fed, que tem a missão de equilibrar a inflação e o emprego, enfrenta um mercado de trabalho fraco, com apenas 22 mil vagas criadas em agosto, bem abaixo das expectativas. A taxa de desemprego está em 4,3%, a maior desde setembro de 2017, excluindo o período da pandemia.
Diante desse cenário, o Fed cortou a taxa em 0,25 ponto percentual, estabelecendo uma nova faixa de juros. Além disso, a instituição sinalizou a possibilidade de mais dois cortes até o final do ano, buscando estimular a economia e o emprego, mesmo com a inflação em alta. A economista Andressa Durão, da financeira Asa, ressalta que o Fed precisa equilibrar os riscos de inflação e emprego em sua política monetária.
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