- O Banco do Brasil recebeu uma nova recomendação do Citi, que elevou suas ações de “neutra” para “compra”.
- A mudança ocorreu após a liberação de R$ 12 bilhões para amortização de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos entre 2020 e 2025.
- A inadimplência no setor agro causou uma queda de 60% no lucro do banco no segundo trimestre de 2025.
- O Citi prevê um lucro líquido de R$ 29,3 bilhões para 2026, 9% acima do consenso de mercado, e um retorno sobre o patrimônio (ROE) de 14%.
- Para o terceiro trimestre de 2025, a expectativa é de um lucro líquido de R$ 3,5 bilhões, com aumento nas provisões para R$ 16,4 bilhões.
O Banco do Brasil (BBAS3) recebeu um upgrade na recomendação de suas ações pelo Citi, que passou de “neutra” para “compra”. Essa mudança ocorre após a liberação de R$ 12 bilhões para a amortização de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos entre 2020 e 2025. O programa permitirá que agricultores obtenham crédito presumido para fins tributários.
A inadimplência no setor agro foi a principal responsável pela queda de 60% no lucro do Banco do Brasil no segundo trimestre de 2025. Durante esse período, a carteira de crédito do agronegócio alcançou R$ 365 bilhões, com cerca de 7% desse total classificado como de alto risco de inadimplência. O analista Gustavo Schroden destacou que, embora o banco possa não reverter as provisões de clientes que aderirem ao programa, a nova medida melhora sua base de capital.
Expectativas para 2026
Com a nova recomendação, o Citi revisou suas estimativas para 2026, prevendo um lucro líquido de R$ 29,3 bilhões, 9% acima do consenso de mercado. O retorno sobre o patrimônio (ROE) deve alcançar 14%, comparado aos 8,4% registrados no segundo trimestre de 2025, o menor desde 2016. No entanto, o Citi aponta riscos, como a baixa adesão ao programa de amortização e a pressão sobre os empréstimos para pequenas e médias empresas, que representam cerca de 11% da carteira total.
Para o terceiro trimestre de 2025, o Citi estima que o Banco do Brasil deve registrar um lucro líquido de R$ 3,5 bilhões, ligeiramente abaixo dos R$ 3,7 bilhões do segundo trimestre. As provisões devem aumentar, alcançando R$ 16,4 bilhões, em comparação aos R$ 15,9 bilhões do período anterior.
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