- As exportações de carne bovina do Brasil para os Estados Unidos devem cair para cerca de 7 mil toneladas em setembro.
- Em agosto, o volume exportado foi de aproximadamente 9 mil toneladas, enquanto antes das tarifas, o Brasil enviava cerca de 30 mil toneladas mensais para o mercado americano.
- O México superou os EUA e se tornou o segundo maior comprador da carne bovina brasileira.
- As tarifas comerciais, que incluem uma nova taxa de 50% sobre as importações de carne brasileira, impactaram tanto o Brasil quanto o mercado americano.
- O preço da carne bovina e de outros produtos essenciais subiu, contribuindo para um aumento de 0,4% no índice de inflação ao consumidor em agosto.
As exportações de carne bovina do Brasil para os Estados Unidos devem cair para cerca de 7 mil toneladas em setembro, refletindo uma tendência negativa que se intensificou após a imposição de tarifas comerciais pelo presidente Donald Trump. Em agosto, o volume exportado foi de aproximadamente 9 mil toneladas, enquanto antes das tarifas, o Brasil enviava cerca de 30 mil toneladas mensais para o mercado americano.
Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), destacou que perder o status de segundo maior mercado para a carne bovina brasileira é significativo. O México, que superou os EUA nesse ranking, se tornou o segundo maior comprador no mês passado. Perosa afirmou que, mesmo com a tarifa de 76,4%, ainda há exportações para os EUA devido à competitividade do setor.
As tarifas, que incluem uma nova taxa de 50% sobre as importações de carne brasileira, impactaram não apenas o Brasil, mas também o mercado americano. Dados do Bureau of Labor Statistics (BLS) mostram que o preço da carne bovina e do café subiu, contribuindo para um aumento de 0,4% no índice de inflação ao consumidor em agosto, a maior alta mensal desde janeiro. O preço do bife cru, por exemplo, teve um aumento de 16,6%.
Além disso, outros produtos essenciais também apresentaram elevações significativas, como ovos (10,9%), maçãs (9,6%) e bacon (7,2%). A pressão sobre os preços é atribuída às tarifas comerciais, que foram implementadas como parte de uma estratégia de proteção à indústria nacional, mas que, segundo especialistas, encarecem a vida do consumidor. Gregory Daco, economista-chefe da EY-Parthenon, ressaltou que as tarifas sobre produtos agrícolas importados não beneficiam a produção nacional, mas aumentam os custos para os consumidores.
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