- O Banco Central da Argentina vendeu US$ 678 milhões em dólares, a maior venda diária em quase seis anos.
- A intervenção visa sustentar o peso argentino, que enfrenta mínimas históricas.
- Nos últimos três dias, o total vendido alcançou US$ 1,1 bilhão.
- O peso caiu para 1,520 por dólar no mercado paralelo, uma desvalorização de mais de 6% na semana.
- O chefe da equipe econômica, Javier Milei, afirmou que o uso das reservas continuará, apesar da liquidez limitada de US$ 6 bilhões.
O Banco Central da Argentina realizou nesta sexta-feira (19) sua maior venda diária de dólares em quase seis anos, totalizando US$ 678 milhões. Essa ação visa sustentar o peso argentino, que enfrenta uma forte pressão devido à instabilidade política e à crescente demanda de investidores. Nos últimos três dias, o total vendido alcançou US$ 1,1 bilhão.
A intervenção ocorre em um contexto de mínimas históricas para o peso, que no mercado paralelo caiu para 1,520 por dólar, uma desvalorização de mais de 6% na semana. O chefe da equipe econômica do governo, Javier Milei, afirmou que o uso das reservas do Banco Central continuará, apesar das preocupações sobre a liquidez disponível, que é de apenas US$ 6 bilhões.
Desde abril, o Banco Central não realizava intervenções significativas, após um acordo de US$ 20 bilhões com o FMI, que inicialmente afrouxou as restrições cambiais. A atual situação do mercado reflete o ceticismo dos investidores em relação às eleições de meio de mandato em outubro, que podem impactar o apoio do presidente Milei no Congresso.
O peso, que se manteve em 1,475 por dólar no mercado atacadista, enfrenta um cenário desafiador, com o risco-país atingindo 1.500 pontos-base, o maior desde agosto de 2024. Especialistas alertam que a continuidade das vendas de dólares pode acelerar o esgotamento das reservas, comprometendo os pagamentos da dívida de curto prazo e aumentando a necessidade de emissão de títulos para cobrir lacunas financeiras.
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