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Canal do Panamá busca recuperar mercado perdido no comércio de energia

Canal do Panamá busca reverter queda de até 73% no comércio de gás natural liquefeito com novo sistema de reservas e projeto de pipeline de 76 quilômetros.

Navio-tanque La Mancha Knutsen está atracado em um porto do Canal do Panamá, na Cidade do Panamá (Foto: Reprodução)
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  • O Canal do Panamá registrou uma queda de até 73% no comércio de gás natural liquefeito (GNL) devido a secas severas e restrições de peso para embarcações.
  • A Autoridade do Canal do Panamá anunciou a reintegração de um sistema de reservas preferenciais para navios de GNL, com previsão para 2024.
  • O administrador da Autoridade do Canal, Ricaurte Vásquez, afirmou que novas opções de pacotes para transitos de GNL estão sendo desenvolvidas.
  • Um novo projeto de pipeline, o Corredor Energético Interoceânico, terá 76 quilômetros de extensão e aumentará a capacidade de transporte para 2,5 milhões de barris por dia.
  • O canal está em contato com cerca de 30 empresas globais, incluindo Exxon Mobil e Shell, para discutir o interesse nas novas instalações.

Queda no Comércio de GNL e Novas Medidas do Canal do Panamá

O Canal do Panamá enfrenta uma drástica redução no comércio de gás natural liquefeito (GNL), com uma queda de até 73% nas transações, devido a secas severas e restrições de peso para embarcações. Para reverter essa situação, a Autoridade do Canal do Panamá anunciou a reintegração de um sistema de reservas preferenciais para navios de GNL e o desenvolvimento do Corredor Energético Interoceânico.

O administrador da Autoridade do Canal, Ricaurte Vásquez, afirmou que a reinstalação do sistema de reservas preferenciais deve ocorrer em 2024. O sistema anterior foi suspenso durante os anos de seca e não foi restabelecido até agora. “Estamos ajustando o produto após conversas com os clientes”, disse Vásquez, destacando que novas opções de pacotes para transitos de GNL estão sendo elaboradas para oferecer mais flexibilidade.

Além disso, o novo projeto de pipeline, que terá 76 quilômetros de extensão, permitirá o transporte de produtos energéticos entre os portos atlântico e pacífico, aumentando a capacidade de movimentação de 2,5 milhões de barris por dia. O canal também está em contato com cerca de 30 empresas globais, incluindo gigantes como Exxon Mobil e Shell, para discutir o interesse nas novas instalações.

Impactos e Expectativas

A recuperação do comércio de GNL é crucial, especialmente considerando que os EUA são os maiores usuários do canal, representando 73% do tráfego total. Apesar da melhora nas condições climáticas, os embarques de GNL ainda não retornaram aos níveis anteriores, com muitos transportadores optando por rotas mais longas, como a volta pelo Cabo da Boa Esperança.

O canal também está enfrentando desafios devido a tarifas e novas regulamentações que afetam o fluxo comercial, especialmente em relação a navios construídos na China. A Autoridade do Canal não observou mudanças significativas nas reservas de embarcações chinesas, indicando uma flexibilidade no mercado.

Por fim, a preparação para o Corozal Port avança, com a expectativa de resultados em 2026. Este porto, que será integrado a uma plataforma logística terrestre, visa aumentar a eficiência e a competitividade do Canal do Panamá, em meio a um cenário de incertezas no comércio global.

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