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Corte de juros revela limites da influência de Trump sobre o Fed

Fed corta juros em 0,25 ponto percentual, ignorando pedido de corte maior de Trump, enquanto sua influência sobre a instituição cresce com possíveis demissões.

Donald Trump e Jerome Powell durante a cerimônia de posse de Powell (Foto: Reprodução)
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  • O Federal Reserve (Fed) cortou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, em resposta a um mercado de trabalho em desaceleração.
  • A decisão foi anunciada na quarta-feira, dia 17, e não atendeu ao pedido do presidente Donald Trump, que queria um corte maior.
  • O presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que a decisão foi baseada em dados econômicos, sem influências políticas.
  • O Departamento de Justiça busca autorização para que Trump possa demitir a diretora Lisa Cook, o que levantou preocupações sobre a independência do Fed.
  • A confirmação de Stephen Miran, conselheiro econômico de Trump, para um cargo no Fed, também sugere uma tentativa de aumentar a influência do presidente sobre a instituição.

O Federal Reserve (Fed) anunciou um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, em resposta a um mercado de trabalho em desaceleração. A decisão, tomada na quarta-feira (17), reflete a resistência do banco central à pressão do presidente Donald Trump, que defendia um corte mais agressivo.

O presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que a decisão foi baseada em dados econômicos, não em influências políticas. “Está profundamente em nossa cultura fazer nosso trabalho com base nos dados recebidos”, declarou Powell. Apesar do corte, a independência do Fed enfrenta desafios, especialmente com a possibilidade de Trump demitir a diretora Lisa Cook, o que poderia aumentar sua influência sobre a instituição.

Pressões Políticas

O Departamento de Justiça está buscando autorização para que Trump possa demitir Cook, acusada de fraude hipotecária, o que levantou preocupações sobre a autonomia do Fed. Especialistas, como Michael Strain, do American Enterprise Institute, alertam que as tentativas de Trump de remodelar o Fed podem comprometer sua independência.

A confirmação de Stephen Miran, conselheiro econômico de Trump, para um cargo no Fed, também indica uma tentativa de aumentar a influência do presidente. Miran, que se juntou ao Fed minutos antes da reunião, propôs um corte de juros mais profundo, mas foi ignorado pela maioria dos dirigentes.

Desdobramentos Futuros

Os diretores republicanos do Fed, Christopher Waller e Michelle Bowman, votaram a favor do corte menor, sinalizando que a independência da instituição pode ser mais robusta do que se temia. Powell reiterou que as decisões do Fed não são influenciadas por pressões políticas, destacando a cultura de consenso dentro do banco central.

O caso contra Cook, que foi decidido a favor dela por um tribunal federal, pode complicar ainda mais as tentativas de Trump de exercer controle sobre o Fed. A decisão do tribunal afirma que Cook não teve a oportunidade de se defender adequadamente contra as acusações.

Com a proximidade do término do mandato de Powell, que expira em menos de um ano, a dinâmica entre o Fed e a administração Trump continua a evoluir, levantando questões sobre o futuro da política monetária nos Estados Unidos.

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