- O Leblon enfrenta preocupações com a “Airbnbização” e a mudança no perfil imobiliário.
- A construtora Mozak anunciou um novo empreendimento de apartamentos compactos na Rua Almirante Guilhem, a 150 metros da praia.
- Moradores protestam nas redes sociais, temendo a perda da essência familiar do bairro.
- O dono da Mozak, Isaac Elehep, afirma que o foco não será o aluguel, mas atender à demanda por imóveis menores.
- A demanda por imóveis no Leblon cresceu, com mais de 45% das vendas atuais sendo para estrangeiros e brasileiros de outros estados.
Recentemente, o Leblon, um dos bairros mais caros do Brasil, tem enfrentado preocupações com a “Airbnbização” e a transformação do perfil imobiliário local. A construtora Mozak anunciou um novo empreendimento de apartamentos compactos na Rua Almirante Guilhem, a apenas 150 metros da praia, atraindo tanto investidores quanto estrangeiros.
Os moradores expressaram descontentamento nas redes sociais, com protestos que afirmam que o projeto ameaça a essência familiar do bairro. Isaac Elehep, dono da Mozak, defende que o foco não será o aluguel, mas sim atender à demanda por imóveis menores, adequados a famílias menores e novos estilos de vida. Ele afirma que o Rio está sendo redescoberto por um público multimilionário que prefere ter seu próprio apartamento em vez de se hospedar em hotéis.
Apesar das declarações de Elehep, o vídeo de apresentação do empreendimento menciona que as unidades são “ideais para uso pessoal e também para locação”. A expectativa é de que as taxas de retorno para locação de curta duração sejam atrativas, com rentabilidade líquida mensal acima de 1%. Elehep, no entanto, argumenta que a maioria dos proprietários optará por deixar os imóveis fechados quando não estiverem em uso, dado o alto custo por metro quadrado, que varia entre R$ 70 mil e R$ 80 mil no novo projeto.
Mudanças no Mercado Imobiliário
A Mozak também está adaptando outros projetos, como o condomínio de casas no Jardim Pernambuco, onde reduziu o tamanho dos lotes a pedido dos clientes. O valor total do empreendimento é de R$ 300 milhões, e já foram vendidos sete dos dez lotes disponíveis. Elehep observa que mesmo compradores dispostos a investir R$ 30 milhões por um imóvel estão buscando espaços menores.
A demanda por imóveis no Leblon tem crescido, especialmente entre estrangeiros e brasileiros de outros estados, que representam mais de 45% das vendas atuais da Mozak, um aumento significativo em relação a 20% antes da pandemia. Elehep acredita que o Leblon está em um “boom imobiliário”, com os preços subindo de R$ 25 mil para R$ 55 mil o metro quadrado em 2023.
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