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Ouro atinge nova alta após redução de juros do Fed e acumula ganhos semanais

O corte de juros pelo Federal Reserve aumenta as expectativas de nova redução e favorece a valorização do ouro, que já acumula alta de 39% em 2023

Ouro atinge recorde de US$ 3.707,40 nesta semana (Foto: Reprodução)
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  • O ouro apresenta leve alta nesta sexta-feira, 19 de outubro, e se aproxima do quinto ganho semanal consecutivo.
  • A valorização ocorre após o Federal Reserve dos Estados Unidos realizar o primeiro corte de juros do ano, reduzindo a taxa básica em 0,25 ponto percentual.
  • Às 5h17 (horário de Brasília), o ouro à vista avançava 0,2%, cotado a US$ 3.650,89 a onça-troy, acumulando alta de 0,2% na semana.
  • O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, classificou a decisão como um corte “de gestão de riscos”, citando fraqueza no mercado de trabalho.
  • Expectativas de novos cortes e a desvalorização do dólar devem continuar a impulsionar o metal precioso, que já atingiu recorde histórico de US$ 3.707,40 na quarta-feira, 17 de outubro.

Ouro registra leve alta após corte de juros do Fed

O ouro opera em leve alta nesta sexta-feira, 19 de outubro, e se aproxima do quinto ganho semanal consecutivo. A valorização ocorre após o Federal Reserve dos Estados Unidos realizar o primeiro corte de juros do ano, reduzindo a taxa básica em 0,25 ponto percentual. Esse movimento gerou expectativas de novos cortes e impulsionou o metal precioso.

Às 5h17 (horário de Brasília), o ouro à vista avançava 0,2%, cotado a US$ 3.650,89 a onça-troy, acumulando uma valorização de 0,2% na semana. Os contratos futuros para dezembro também subiam 0,1%, alcançando US$ 3.683,40, conforme dados da Reuters. O presidente do Fed, Jerome Powell, classificou a decisão como um corte “de gestão de riscos”, citando a fraqueza no mercado de trabalho e ressaltando que as próximas decisões serão tomadas “reunião a reunião”.

Expectativas do Mercado

Os investidores estão atentos aos sinais sobre a política monetária dos EUA. A ferramenta FedWatch, do CME Group, indica que há 92% de chance de um novo corte de 0,25 ponto em outubro. Han Tan, analista-chefe da Nemo.money, afirmou que o cenário de política monetária continua sendo a principal força para o ouro, embora o metal também receba suporte de compras de bancos centrais e da demanda por proteção.

A desvalorização do dólar neste ano deve continuar a impulsionar o metal, segundo Nitesh Shah, estrategista de commodities da WisdomTree. Ele projeta que o ouro pode alcançar US$ 4.300 até setembro de 2026. O metal, que não oferece rendimento, costuma se beneficiar de juros mais baixos e já bateu recorde histórico de US$ 3.707,40 na quarta-feira, 17 de outubro, acumulando alta de cerca de 39% no ano.

Demanda Global

Na Índia, os prêmios sobre o ouro físico atingiram o maior nível em dez meses, impulsionados pela proximidade da temporada festiva. Mesmo com os preços elevados, os investidores mantêm as compras. Entre outros metais, a prata avançava 0,8%, a platina subia 0,2%, enquanto o paládio recuava 0,4%.

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