- O Grupo Cosan firmou um acordo com o BTG Pactual e o Fundo Perfin para levantar até R$ 10 bilhões por meio de ofertas públicas de ações.
- O objetivo é reduzir a dívida de R$ 17,5 bilhões e reestruturar as finanças da empresa.
- Os recursos serão usados para renegociação de débitos, sem destinação à subsidiária Raízen, que possui uma dívida de R$ 49,2 bilhões.
- A primeira oferta prevê a emissão de 1,45 bilhão de ações, com possibilidade de aumento de até 25%.
- O BTG Pactual investirá R$ 4,5 bilhões e o Perfin, R$ 2 bilhões.
O Grupo Cosan anunciou um acordo com o BTG Pactual e o Fundo Perfin para levantar até R$ 10 bilhões por meio de ofertas públicas de ações. O objetivo é reduzir sua dívida, que atualmente é de R$ 17,5 bilhões, e reestruturar suas finanças. O comunicado foi divulgado no último domingo.
Os recursos obtidos serão direcionados para a renegociação de débitos e não serão utilizados na subsidiária Raízen, que enfrenta uma dívida de R$ 49,2 bilhões. A primeira oferta prevê a emissão de 1,45 bilhão de ações, com possibilidade de aumento de até 25%. O BTG Pactual investirá R$ 4,5 bilhões, enquanto o Perfin aportará R$ 2 bilhões.
Detalhes da Oferta
A capitalização é parte da estratégia de desalavancagem da Cosan, que já vinha vendendo ativos e buscando novos sócios. O diretor financeiro, Rodrigo Araujo, destacou que a entrada de investidores estratégicos traz valor ao portfólio e cria uma estrutura de capital mais flexível. As ações da Cosan caíram 23% após o anúncio, refletindo a preocupação do mercado com a diluição dos acionistas.
A segunda oferta, que poderá levantar até R$ 2,75 bilhões, será destinada a acionistas atuais. A Cosan também estabeleceu um acordo de acionistas com validade de 20 anos, garantindo a continuidade do controle por Rubens Ometto, que mantém 50,01% das ações.
Perspectivas Futuras
A empresa busca alternativas para reduzir sua alavancagem, mas a venda de ativos não foi viável devido a ofertas consideradas baixas. O CEO, Marcelo Martins, afirmou que o foco será no crescimento das empresas existentes, sem abrir novas frentes de negócios. A expectativa é que a nova estrutura de capital permita uma gestão mais eficiente da dívida e a manutenção dos ativos no portfólio.
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