- As ações da Cosan (CSAN3) caíram mais de 20% em 22 de outubro após anúncio de capitalização de até R$ 10 bilhões.
- A emissão de ações será feita a R$ 5, o que gerou preocupações sobre a diluição para acionistas.
- A Raízen (RAIZ4), controlada pela Cosan, também teve queda de quase 10% no mesmo dia.
- A operação de capitalização inclui a emissão de até 1,81 bilhão de ações, priorizando acionistas atuais.
- O Bradesco BBI revisou o preço-alvo das ações de R$ 9 para R$ 8, mas manteve a recomendação de compra, prevendo redução de despesas financeiras em R$ 1,5 bilhão.
As ações da Cosan (CSAN3) sofreram uma queda acentuada de mais de 20% nesta segunda-feira, 22 de outubro, após o anúncio de uma capitalização de até R$ 10 bilhões. O movimento, que inclui a emissão de ações a R$ 5, gerou preocupações sobre a diluição para os acionistas e impactou diretamente o valor de mercado da empresa.
O papel da Cosan entrou em leilão várias vezes durante o pregão, refletindo a volatilidade do mercado. A Raízen (RAIZ4), controlada pela Cosan, também foi afetada, com suas ações recuando quase 10% no mesmo período. No fechamento da última sexta-feira, 19, as ações da Cosan estavam cotadas a R$ 7,50, e a queda de hoje aproxima o valor das ofertas públicas anunciadas.
Detalhes da Capitalização
A operação de capitalização consiste em duas etapas. Na primeira, a Cosan planeja emitir 1,45 bilhão de ações, com a possibilidade de aumento para 1,81 bilhão. A segunda fase prevê a oferta de até 550 milhões de ações, priorizando os acionistas atuais. O diretor financeiro da Cosan, Rodrigo Araujo, afirmou que os recursos não serão direcionados à Raízen, que continua em reestruturação.
Os investidores estão preocupados com o uso dos recursos, especialmente em um momento em que a Raízen enfrenta desafios financeiros. O BTG Pactual e o fundo Perfin Infra já se comprometeram a participar do aporte, com investimentos de R$ 4,5 bilhões e R$ 2 bilhões, respectivamente.
Implicações e Expectativas
A capitalização resultou em uma perda de quase R$ 3,5 bilhões em valor de mercado para a Cosan. O Bradesco BBI revisou o preço-alvo das ações, reduzindo de R$ 9 para R$ 8, mas manteve a recomendação de compra. Apesar da diluição de 55%, a expectativa é que a operação reduza despesas financeiras em cerca de R$ 1,5 bilhão, criando espaço para o pagamento de dividendos.
A estrutura da operação pode gerar questionamentos entre acionistas, especialmente aqueles que buscam garantir direitos para aumentar suas participações. A alocação proporcional exigiria um aporte significativo, o que representa um desafio nas atuais condições de mercado.
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