- Cuba enfrenta uma grave crise econômica, com aumento da pobreza e desigualdade, agravada pela pandemia e inflação.
- A ministra de Trabalho e Segurança Social, Marta Elena Feitó Cabrera, renunciou após afirmar que não havia mendigos no país, gerando indignação popular.
- O governo anunciou aumentos salariais e de pensões, elevando o salário médio mensal para 6.649 pesos (cerca de 15 dólares) e a pensão mínima para 3.000 pesos (pouco mais de 7 dólares).
- Estudos indicam que 89% da população vive em extrema pobreza e um em cada dez crianças enfrenta pobreza alimentar severa.
- O déficit habitacional é estimado em 862.000 imóveis, contribuindo para o aumento de pessoas em situação de rua.
Cuba enfrenta uma grave crise econômica, marcada pelo aumento da pobreza e desigualdade, desafiando as promessas da Revolução. A situação se agravou com a pandemia e a inflação, levando muitos cubanos a viver em condições precárias.
Recentemente, a ministra de Trabalho e Segurança Social, Marta Elena Feitó Cabrera, renunciou após afirmar que não havia mendigos no país, gerando indignação popular. O governo anunciou aumentos salariais e de pensões, mas a realidade econômica continua crítica. O salário médio mensal foi elevado para 6.649 pesos (cerca de 15 dólares), enquanto a pensão mínima agora é de 3.000 pesos (pouco mais de 7 dólares). Contudo, esses valores ainda são insuficientes para cobrir as necessidades básicas.
Estudos indicam que 89% da população vive em extrema pobreza, e um em cada dez crianças enfrenta pobreza alimentar severa. A socióloga Elaine Acosta González destaca a crescente disparidade entre o discurso oficial e a realidade vivida pelos cubanos, apontando que a negação das causas estruturais da pobreza pelo governo agrava a situação.
A falta de moradia é um dos fatores que contribui para o aumento de pessoas em situação de rua. O déficit habitacional em Cuba é estimado em 862.000 imóveis, e muitos cubanos recorrem a abrigos improvisados. A economista Ricardo Torres afirma que a crise atual é resultado de políticas econômicas falhas e da dolarização da economia, que acentuaram a desigualdade.
A indignação popular se intensificou após a renúncia da ministra, refletindo a frustração da população diante das dificuldades enfrentadas diariamente, como a escassez de água e energia. O governo, embora reconheça a gravidade da situação, ainda não apresentou soluções viáveis para a crise que afeta milhões de cubanos.
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