- O dólar subiu 0,33% em relação ao real, fechando a R$ 5,3380 em 25 de setembro.
- Essa é a quarta alta consecutiva da moeda, apesar da queda acumulada de 13,61% no ano.
- As sanções dos Estados Unidos a autoridades brasileiras, incluindo Viviane Barci de Moraes, aumentaram a volatilidade no mercado cambial.
- O diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik, destacou que a alta do dólar é resultado de ajustes de posições em meio a uma agenda econômica intensa.
- Investidores aguardam dados econômicos importantes, como o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos e o índice PCE, que podem influenciar a cotação da moeda.
O dólar avançou 0,33% em relação ao real nesta segunda-feira, 25 de setembro, fechando a R$ 5,3380. Essa alta marca a quarta sessão consecutiva de valorização da moeda, em um cenário de incertezas políticas e econômicas. O movimento ocorre apesar da baixa acumulada de 13,61% no ano, refletindo ajustes de posições por parte dos investidores.
As sanções dos Estados Unidos a autoridades brasileiras, incluindo Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, intensificaram a volatilidade no mercado cambial. O temor de novas retaliações econômicas contra o Brasil tem gerado apreensão entre os investidores, contribuindo para a alta do dólar.
Impacto das Sanções
As sanções, que também atingiram o Lex Instituto de Estudos Jurídicos, controlado por Barci de Moraes, foram vistas como um fator que elevou a pressão sobre a moeda. O diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik, comentou que a alta do dólar é uma recomposição de posições em meio a uma agenda econômica intensa, que inclui a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e do IPCA-15.
Além disso, o governo dos EUA revogou vistos de autoridades brasileiras, aumentando as preocupações sobre possíveis novas sanções. Em julho, o ex-presidente Donald Trump já havia imposto tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, citando o julgamento de Jair Bolsonaro como justificativa.
Expectativas do Mercado
Os investidores estão atentos a dados econômicos que serão divulgados ao longo da semana, como o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA e o índice PCE. A alta do dólar se intensificou após a notícia das sanções, atingindo a cotação máxima de R$ 5,3675 durante a manhã. A expectativa é que a volatilidade persista, à medida que os mercados reagem às tensões políticas e econômicas.
O cenário atual exige cautela, com os investidores monitorando de perto a evolução das sanções e os desdobramentos da agenda econômica. A trajetória do dólar nas próximas semanas dependerá da resposta do mercado a esses fatores.
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