- A Embraer anunciou um pedido firme de 24 aeronaves E195-E2 pela Latam, aumentando seu backlog em US$ 2,1 bilhões.
- O acordo inclui opções para mais 50 aeronaves, totalizando um potencial de US$ 4,4 bilhões adicionais.
- As ações da Embraer subiram 3,58%, alcançando R$ 79,50 após a divulgação do pedido.
- Este é o primeiro pedido do modelo E2 pela Latam, que busca expandir sua malha aérea na América do Sul.
- O backlog da Embraer deve chegar a US$ 19,5 bilhões, equivalente a 511 aeronaves, representando mais de cinco anos de entregas.
A Embraer (EMBR3) anunciou um novo pedido firme de 24 aeronaves E195-E2 pela Latam, elevando sua carteira de pedidos em US$ 2,1 bilhões. O acordo inclui opções para mais 50 aeronaves, totalizando um potencial de US$ 4,4 bilhões adicionais. As ações da fabricante subiram 3,58%, alcançando R$ 79,50 após a divulgação.
Este pedido representa a estreia do modelo E2 na frota da Latam, a maior companhia aérea da América do Sul. O analista do JPMorgan destacou que a Embraer continua a conquistar novos clientes, o que ajuda a reduzir riscos e sustentar o crescimento da empresa. O backlog comercial da Embraer deve chegar a US$ 19,5 bilhões, equivalente a 511 aeronaves, o que representa mais de cinco anos de entregas.
Impacto no Mercado
A valorização das ações da Embraer é impulsionada pela expectativa de novos pedidos e pela recuperação da demanda por aeronaves. O book-to-bill da empresa para 2025 atingiu 2,4 vezes, superando o índice de 1,6 vez do ano anterior. O Bradesco BBI avaliou o pedido como positivo, pois pode reduzir a necessidade de concessões em contratos futuros, melhorando as margens do segmento de aviação comercial.
Além disso, a Embraer ainda negocia abaixo dos níveis pré-tarifa, o que pode representar uma oportunidade de valorização. O BBI e o JPMorgan mantiveram recomendações otimistas para as ações da Embraer, com preços-alvo de R$ 107 e US$ 68, respectivamente, para o ano fiscal de 2025.
Expansão da Latam
Para a Latam, a nova encomenda é estratégica, pois apoia a expansão de sua malha na América do Sul. Com a entrega das aeronaves, a companhia poderá aumentar sua participação de mercado, especialmente em um momento em que a Azul finaliza seu processo de recuperação judicial. A demanda por aeronaves E2 está em alta, refletindo a confiança do mercado na recuperação do setor aéreo.
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