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Governo promete apoio aos Correios, mas evita mencionar investimento financeiro

Governo negocia empréstimo de R$ 1,8 bilhão e prioriza estabilidade financeira dos Correios até 2025. Nova gestão já está em curso.

Secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante evento em Brasília (Foto: Reprodução)
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  • O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, anunciou uma estratégia em três etapas para a recuperação dos Correios, em coletiva de imprensa no dia 22 de outubro.
  • A primeira etapa inclui a nomeação de Emmanoel Schmidt Rondon como novo presidente da estatal e a indicação de novos diretores.
  • A segunda fase foca em um plano de curto prazo para estabilizar a empresa até 2025.
  • A terceira fase visa garantir a competitividade da companhia no setor de logística e a manutenção dos serviços postais.
  • Durigan também mencionou a necessidade de renegociar um empréstimo de R$ 1,8 bilhão, com pagamento previsto para junho de 2026, e destacou que a capitalização da empresa deve ser considerada apenas como último recurso.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, anunciou uma nova estratégia em três etapas para a recuperação dos Correios, que enfrentam uma grave crise financeira. Durante coletiva de imprensa em 22 de outubro, Durigan destacou a urgência da situação, mencionando a troca de comando da estatal e a renegociação de um empréstimo de R$ 1,8 bilhão.

A primeira etapa da estratégia já está em andamento, com a nomeação de Emmanoel Schmidt Rondon como novo presidente dos Correios. Além disso, novos diretores devem ser indicados em breve. A segunda fase se concentra em um plano de curto prazo para estabilizar a empresa até 2025, enquanto a terceira fase visa garantir a competitividade da companhia no setor de logística e a manutenção dos serviços postais.

Durigan também abordou a necessidade de renegociar o empréstimo de R$ 1,8 bilhão, que foi contratado junto a um sindicato de bancos, incluindo BTG Pactual e Citibank. O pagamento está previsto para começar em junho de 2026, mas cláusulas restritivas podem acionar a cobrança antecipada, caso ocorram problemas jurídicos. O aumento dos custos com sentenças judiciais no segundo trimestre de 2025 pode levar a essa situação crítica.

Em reunião com representantes dos bancos, Durigan afirmou que o governo está comprometido em oferecer suporte aos Correios, mas expressou reservas quanto a um possível aporte de recursos. Ele enfatizou que a capitalização da empresa deve ser considerada apenas como último recurso. A Fazenda deixará claro que a análise do plano de ação será rigorosa, buscando garantir que a estatal não fique à deriva em meio a desafios financeiros.

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