- A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revisou suas previsões de crescimento global para 3,2% em 2025.
- As expectativas para os Estados Unidos foram elevadas para 1,8% em 2025, acima da previsão anterior de 1,6%.
- O crescimento dos EUA deve cair em relação ao 2,8% registrado em 2024, com uma expectativa de 1,5% para 2026.
- As tarifas de importação dos EUA, com alíquota efetiva de 19,5%, impactam o consumo e o mercado de trabalho, resultando em aumento do desemprego.
- A OCDE alerta sobre riscos econômicos, incluindo novas tarifas e pressão inflacionária, destacando a importância do diálogo entre países para reduzir barreiras comerciais.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revisou suas previsões de crescimento global, elevando-as para 3,2% em 2025, apesar das incertezas econômicas geradas pelas tarifas comerciais dos EUA. As novas estimativas refletem um impacto positivo das compras antecipadas antes do aumento das tarifas, que começaram em agosto.
O crescimento esperado para os Estados Unidos foi ajustado para 1,8% em 2025, ligeiramente acima da previsão anterior de 1,6%. No entanto, a OCDE alerta que esse crescimento ainda representa uma queda em relação ao 2,8% registrado em 2024. Para 2026, a expectativa é de uma desaceleração adicional, com crescimento projetado de 1,5%.
Impacto das Tarifas
As tarifas de importação dos EUA, que atingem uma alíquota efetiva de 19,5%, a mais alta desde 1933, ainda não mostraram seus efeitos completos. A OCDE destaca que as empresas têm absorvido parte dos custos, mas as consequências já são visíveis em escolhas de consumo e no mercado de trabalho. O aumento do desemprego e a redução de vagas disponíveis são sinais de uma economia em desaceleração.
Além disso, a OCDE prevê que a inflação nos países do G20 deve ser de 3,4% em 2025, uma leve redução em relação à previsão anterior de 3,6%. Para os EUA, a expectativa de inflação foi revisada para 2,7%, abaixo dos 3,2% projetados anteriormente.
Riscos e Incertezas
A organização também aponta riscos significativos para o futuro econômico, incluindo a possibilidade de novas tarifas e a pressão inflacionária. O economista-chefe da OCDE, Álvaro Santos Pereira, enfatiza que as políticas comerciais dos EUA têm efeitos complexos e ainda estão sendo avaliadas. A necessidade de diálogo entre países para reduzir barreiras comerciais é crucial para o crescimento econômico global.
Com a economia global mostrando resiliência, a OCDE observa que o investimento em inteligência artificial e o suporte fiscal na China podem ajudar a mitigar os impactos negativos das tarifas. Contudo, a incerteza política e econômica continua a ser um fator de preocupação para o crescimento futuro.
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