- O Banco Central (BC) reduziu a projeção de crescimento do PIB brasileiro para 2,0% em 2025, de 2,1% anteriormente.
- Para 2026, o BC estima uma expansão de 1,5%.
- A inflação deve fechar 2025 em 4,8% e cair para 3,6% em 2026.
- A revisão para baixo se deve ao aumento das tarifas de importação pelos Estados Unidos e sinais de moderação econômica.
- A chance de a inflação estourar o teto de 4,5% da meta é de 71% em 2025.
Banco Central Revisa Projeções de Crescimento e Inflação
O Banco Central (BC) atualizou suas projeções econômicas para 2025, reduzindo a estimativa de crescimento do PIB brasileiro para 2,0%, ante os 2,1% previstos anteriormente. Para 2026, o BC estima uma expansão de 1,5%. O relatório divulgado nesta quinta-feira (25) também prevê que a inflação se aproximará do centro da meta no primeiro trimestre de 2028.
Projeções Revisadas
O Banco Central piorou sua previsão de crescimento econômico para 2025, de 2,1% para 2,0%. A inflação, apesar de algum recuo, permanece acima da meta contínua de 3%. O BC estima que a inflação fechará 2025 em 4,8% e cairá para 3,6% em 2026.
Fatores que Influenciaram as Revisões
A ligeira redução na projeção decorre dos efeitos incertos do aumento das tarifas de importação pelos Estados Unidos e sinais de moderação da atividade econômica no terceiro trimestre. Esses fatores foram parcialmente compensados por prognósticos mais favoráveis para a agropecuária e para a indústria extrativa.
Perspectivas para 2026
Para 2026, o BC considera a manutenção da política monetária em campo restritivo, o baixo nível de ociosidade dos fatores de produção, a perspectiva de desaceleração da economia global e a ausência do impulso agropecuário observado em 2025.
Inflação e Metas
A inflação permanece acima da meta contínua de 3%, com expectativas desancoradas. A chance de a inflação estourar o teto de 4,5% da meta é de 71% neste ano, acima dos 68% previstos antes. Para os anos seguintes, a chance de estouro da meta é de 26% em 2026 e 17% em 2027.
Condução da Política Monetária
O BC reiterou que seguirá vigilante, avaliando se a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano por período bastante prolongado é suficiente para levar a inflação à meta.
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