- Mariano Levy, cofundador da Grand Cru, assumiu o comando da Berkmann Wine Cellars no Brasil, substituindo Paulo Bruno Cordeiro.
- Com uma meta de atingir R$ 100 milhões em faturamento até 2026, Levy planeja focar em eficiência logística e maior presença no segmento premium.
- O plano inclui a unificação dos centros de distribuição em uma base no sul do país para reduzir custos e melhorar a cadeia de suprimentos.
- Levy destaca que o mercado de vinhos premium no Brasil cresce 10% ao ano, com a Berkmann avançando mais do que isso.
- A Berkmann no Brasil ocorre em um contexto internacional de incertezas para o mercado de vinhos, mas Levy acredita que a conjuntura pode beneficiar o país.
Mariano Levy, cofundador da Grand Cru, assumiu o comando da Berkmann Wine Cellars no Brasil, substituindo Paulo Bruno Cordeiro. Com uma meta ambiciosa de atingir R$ 100 milhões em faturamento até 2026, Levy planeja focar em eficiência logística e maior presença no segmento premium. O plano inclui a unificação dos centros de distribuição em uma base no sul do país para reduzir custos e melhorar a cadeia de suprimentos.
Berkmann Wine Cellars: Nova Liderança e Metas
A Berkmann Wine Cellars, uma tradicional importadora britânica de vinhos premium, iniciou uma nova fase no Brasil com a chegada de Mariano Levy como CEO. Com uma experiência consolidada no setor, Levy tem como objetivo elevar o faturamento da empresa para R$ 100 milhões até 2026.
Estratégia de Crescimento
Levy destaca que o mercado de vinhos premium no Brasil cresce 10% ao ano, e a Berkmann tem avançado mais do que isso. “Neste ano já registramos um crescimento de 38% até agora e queremos chegar a R$ 100 milhões de faturamento no ano que vem com saúde das contas e muito foco na eficiência”, explicou.
Foco em Eficiência Logística
Um dos primeiros movimentos de Levy no comando é a reorganização da estrutura logística da companhia. O plano é unificar os centros de distribuição em uma única base no sul do país, provavelmente em Santa Catarina. “Isso traz eficiência de impostos e melhora a cadeia”, explicou. O objetivo é reduzir custos operacionais e, sobretudo, diminuir a diferença de preços entre o Brasil e outros mercados no exterior.
Desafios e Oportunidades
A nova fase da Berkmann no Brasil ocorre em um contexto internacional de incertezas para o mercado de vinhos. Nos Estados Unidos, tarifas de importação anunciadas por Donald Trump e instabilidades políticas afetam o mercado de importados. Na Ásia, o consumo de bebidas premium sofre com a desaceleração da economia chinesa. Já na Europa, a demanda encontra limites diante da estagnação econômica.
Levy avalia que a conjuntura internacional pode beneficiar o Brasil. O andamento da reforma tributária e o avanço do acordo de livre comércio Mercosul-União Europeia são acompanhados de perto pela Berkmann, pois isso pode reduzir custos e ampliar a competitividade das importações.
Mudanças no Perfil do Consumidor
Segundo o executivo, o consumo de vinhos no Brasil se espalhou para além de uma elite restrita e passou a integrar hábitos cotidianos, especialmente em cidades grandes e restaurantes italianos, que se multiplicaram no país. “O consumidor brasileiro entende muito mais de vinho agora do que há 20 anos”, disse. Essa mudança cultural, para ele, abre espaço para novas estratégias comerciais.
A evolução do paladar também acompanha transformações globais. Levy apontou que vinhos mais leves, jovens e com menor teor alcoólico têm atraído consumidores mais novos e com perfis distintos dos tradicionais colecionadores. “As pessoas jovens não tomavam vinho há 20 anos. Hoje é mais normal, é um acompanhamento dentro da gastronomia”, disse.
Desafios Persistem
Ao mesmo tempo, por outro lado, a pressão dos impostos e da logística mantém o desafio de posicionar o vinho premium como opção competitiva no mercado brasileiro. “Nosso trabalho é fazer com que os preços fiquem relativamente parecidos com os internacionais, para que o consumidor tenha acesso a marcas ícones do mundo também no Brasil”, explicou.
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