- Em 1995, o Pão de Açúcar lançou um CD-ROM que permitia compras de supermercado sem sair de casa. Uma ideia futurista para a época, redescoberta recentemente por um vídeo viral.
- O serviço foi desenvolvido com apoio da AT&T, Sony e Microsoft, tinha um custo inicial elevado e era restrito a bairros de classe média alta da zona oeste de São Paulo.
- O projeto visava inicialmente fidelizar clientes. Hoje, as compras digitais representam 13% do faturamento do grupo.
- Modelos como “clique e retire” respondem por 30% das vendas digitais, e as entregas rápidas são feitas em parceria com plataformas externas.
- Victor Maglio, diretor de e-commerce do GPA, explicou que a meta do projeto nunca foi massificar de início, mas fidelizar clientes.
Em 1995, o Pão de Açúcar lançou um CD-ROM que permitia fazer compras de supermercado sem sair de casa. Uma ideia futurista para a época, que foi redescoberta recentemente por um vídeo viral. O serviço, desenvolvido com apoio da AT&T, Sony e Microsoft, tinha um custo inicial elevado e era restrito a bairros de classe média alta da zona oeste de São Paulo.
O projeto visava inicialmente fidelizar clientes, e hoje, as compras digitais representam 13% do faturamento do grupo. Modelos como “clique e retire” e entregas rápidas são destaques.
O pioneirismo do Pão de Açúcar
O CD-ROM do Pão de Açúcar, lançado em 1995, foi uma iniciativa pioneira no Brasil. O serviço permitia que os clientes fizessem compras de supermercado pelo computador, uma ideia que parecia futurista para a época. O projeto foi desenvolvido com o apoio de gigantes da tecnologia como AT&T, Sony e Microsoft, e recebeu um investimento de US$ 500 mil.
Mudanças no cenário
Com o tempo, as compras online de mercado deixaram de ser privilégio. Aplicativos e sites reduziram custos, taxas ficaram mais acessíveis e descontos ajudaram a expandir o hábito. Em 2020, durante a pandemia, o volume de compras digitais de mercado cresceu 29%, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico.
Impacto atual
Hoje, as vendas digitais representam 13% do faturamento do grupo Pão de Açúcar. O modelo “clique e retire” responde por 30% e as entregas rápidas são feitas em parceria com plataformas externas. O uso pelo Pão de Açúcar mostrou como esse formato já servia de ponte para novas formas de consumo, mesmo que restritas a um público seleto.
Declarações
Victor Maglio, diretor de e-commerce do GPA, explicou que a meta do projeto nunca foi massificar de início, mas fidelizar clientes. “O serviço foi inicialmente restrito a algumas regiões de São Paulo e tinha custo percebido elevado, mas seu objetivo estratégico era conveniência e qualidade para os clientes da rede”, disse ele.
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