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Starbucks investe US$ 1 bilhão em reestruturação e fecha lojas nos EUA

Starbucks anuncia reestruturação de US$ 1 bilhão com fechamento de 500 lojas e demissões de 900 funcionários.

Starbucks passa por reestruturação em sua gestão
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  • A Starbucks anunciou uma reestruturação de US$ 1 bilhão, que inclui o fechamento de cerca de 500 lojas nos EUA e no Canadá, e a eliminação de aproximadamente 900 cargos corporativos.
  • A medida faz parte de um esforço para remodelar suas operações na América do Norte e deve impactar os resultados no exercício de 2025.
  • A rede de cafeterias está focada em recuperar espaço em seu maior mercado, onde as vendas caem há seis trimestres seguidos.
  • A Starbucks pretende reduzir em cerca de 1% seu portfólio de cafeterias próprias nos Estados Unidos e no Canadá durante o ano fiscal de 2025.
  • O Starbucks Workers United, sindicato que representa cerca de 12.000 baristas em mais de 650 lojas nos Estados Unidos, afirmou que pretende buscar negociação formal sobre os impactos dos fechamentos.

A Starbucks anunciou uma reestruturação de US$ 1 bilhão, que inclui o fechamento de cerca de 500 lojas nos EUA e no Canadá, e a eliminação de aproximadamente 900 cargos corporativos. Essa medida visa remodelar suas operações na América do Norte e deve impactar os resultados no exercício de 2025.

Estratégias de Reestruturação

A rede de cafeterias está focada em recuperar espaço em seu maior mercado, onde as vendas caem há seis trimestres seguidos. A reestruturação, batizada de “Back to Starbucks”, tem como objetivo restaurar a reputação da marca como um espaço de acolhimento entre a casa e o trabalho.

Impacto nas Operações

A Starbucks pretende reduzir em cerca de 1% seu portfólio de cafeterias próprias nos Estados Unidos e no Canadá durante o ano fiscal de 2025. Isso equivale a cerca de 500 fechamentos na região. A empresa espera encerrar o ano fiscal com aproximadamente 18.300 unidades, incluindo as licenciadas, antes de retomar a expansão em 2026.

Desligamentos e Demissões

A companhia projeta cerca de US$ 1 bilhão em despesas totais de reestruturação, sendo aproximadamente 90% relacionadas ao negócio na América do Norte. Cerca de US$ 150 milhões cobrirão despesas com desligamentos de funcionários, enquanto aproximadamente US$ 850 milhões serão destinados a fechamentos e custos associados.

Reação do Sindicato

O Starbucks Workers United, sindicato que representa cerca de 12.000 baristas em mais de 650 lojas nos Estados Unidos, afirmou que pretende buscar negociação formal sobre os impactos dos fechamentos.

Visão do CEO

Brian Niccol, presidente e CEO da Starbucks, descreveu a iniciativa como uma forma de redirecionar investimentos para as lojas e a experiência do consumidor após seis trimestres consecutivos de queda nas vendas em mesmas unidades. “Essas medidas são necessárias para construir uma Starbucks mais forte e resiliente, que gere mais oportunidades para nossos parceiros, fornecedores e para as comunidades que atendemos”, escreveu ele em carta aos funcionários.

Investimento em Qualidade

Niccol também implementou mudanças operacionais, incluindo uma política de retorno ao escritório de quatro dias por semana para a equipe corporativa e a contratação de executivos-chave com quem já havia trabalhado em sua passagem pela Chipotle e pela Yum Brands. O anúncio seguiu-se a uma promessa feita de investir mais de US$ 500 milhões em horas adicionais de trabalho nas cafeterias próprias, dentro da iniciativa Green Apron Service, criada para melhorar a qualidade do atendimento.

Reação do Mercado

As ações da Starbucks permaneceram praticamente estáveis, recuando cerca de 1% após a divulgação da notícia, mas ainda acumulam queda superior a 8% no ano. Niccol expressou confiança no retorno positivo de longo prazo da reestruturação, afirmando que espera conduzir a Starbucks rumo a se tornar “a maior empresa do mundo centrada no cliente”.

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