- O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) do Ibre/FGV subiu 1,6 ponto em setembro, atingindo 84,7 pontos, após duas quedas consecutivas.
- Ambos os componentes do ICOM, o Índice de Situação Atual (ISA-COM) e o Índice de Expectativas (IE-COM), registraram altas de 1,7 pontos.
- A economista Geórgia Veloso do Ibre/FGV ressaltou que, apesar da alta, a confiança ainda está em um patamar baixo e as expectativas permanecem pessimistas.
- O ISA-COM atingiu 88,2 pontos e o IE-COM 82,0 pontos. A percepção sobre os negócios melhorou, com um aumento para 86,3 pontos.
- As expectativas para os próximos meses permanecem negativas, com perspectivas de vendas crescendo apenas 0,2 ponto para 79,5 pontos.
O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) do Ibre/FGV registrou uma alta de 1,6 ponto em setembro, atingindo 84,7 pontos. Esse aumento interrompeu duas quedas consecutivas nos meses anteriores. Ambos os componentes do indicador, o Índice de Situação Atual (ISA-COM) e o Índice de Expectativas (IE-COM), também apresentaram melhoras, subindo 1,7 ponto cada.
A economista Geórgia Veloso do Ibre/FGV destacou que, apesar da alta, a confiança ainda está em um patamar baixo e as expectativas permanecem pessimistas. “Após dois meses de queda, a confiança do comércio subiu em setembro. No entanto, a alta não representou uma reversão do pessimismo, mas sim uma estabilização em patamar baixo”, afirmou Veloso.
Análise dos Indicadores
O ISA-COM subiu para 88,2 pontos, enquanto o IE-COM chegou a 82,0 pontos. A percepção sobre os negócios melhorou, com um aumento de 1,1 ponto para 86,3 pontos. O volume de demanda atual também avançou, atingindo 90,2 pontos.
Desafios Persistem
Apesar da melhora, as expectativas para os próximos meses permanecem negativas. As perspectivas de vendas para os próximos três meses cresceram apenas 0,2 ponto, para 79,5 pontos. A tendência dos negócios nos próximos seis meses aumentou 3,0 pontos, para 85,1 pontos.
Cenário Econômico
O cenário econômico ainda é desafiador. Os juros altos e o endividamento elevado limitam o consumo, impactando as expectativas para o setor. “O momento favorável, de baixo desemprego e renda familiar em alta, não se traduz em otimismo para o setor”, explicou Veloso.
Perspectivas Futuras
A FGV destaca que, em médias móveis trimestrais, o índice de confiança cedeu 3,5 pontos no terceiro trimestre. “O recuo foi influenciado pela piora tanto das avaliações sobre a situação atual quanto pelas expectativas para os próximos meses”, apontou a FGV.
Os dados da edição de setembro foram coletados entre 1º e 24 de setembro.
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