- O Ibovespa encerrou setembro com queda de 0,07%, aos 146.237 pontos, após atingir máxima intradia.
- A queda foi influenciada por movimentos de realização de lucros, especialmente na Petrobras, devido à queda nos preços do petróleo.
- O índice acumulou valorização de 3,31% em setembro, refletindo a resiliência do mercado brasileiro.
- A Petrobras sofreu pressão pela queda nos preços do petróleo, impactando diretamente suas ações.
- A taxa de desemprego no Brasil permaneceu em 5,6%, interrompendo quatro quedas seguidas.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou o mês de setembro com uma leve queda de 0,07%, aos 146.237 pontos. Apesar de atingir uma nova máxima intradia, o índice sofreu influências de movimentos de realização de lucros, especialmente na Petrobras, devido à queda nos preços do petróleo. O recuo foi impulsionado por investidores que buscam maximizar ganhos antes do fim do mês.
A alta do mês
Ao longo de setembro, o Ibovespa acumulou uma valorização de 3,31%, conforme os números preliminares. O volume financeiro somava R$ 18,79 bilhões antes dos ajustes finais do pregão. Esse desempenho positivo reflete a resiliência do mercado brasileiro mesmo em um cenário econômico global desafiador.
Impacto da Petrobras
A Petrobras, uma das maiores empresas do índice, sofreu forte pressão devido à queda nos preços do petróleo no exterior. O indicador brasileiro marcou 147.578,39 pontos no melhor momento e 145.774,24 pontos na mínima do dia. A queda nos preços do petróleo impactou diretamente as ações da empresa, refletindo a volatilidade do mercado internacional.
Taxa de desemprego
No noticiário doméstico, a taxa de desemprego permaneceu em 5,6% no período entre junho, julho e agosto, a mesma do trimestre encerrado em julho, renovando a mínima histórica. Apesar do nível baixo, segundo revela a série histórica do IBGE, o dado interrompe quatro quedas seguidas. Especialistas indicam que o mercado de trabalho mostra resiliência mesmo com a economia desacelerando.
Mercado internacional
Em Wall Street, os três principais índices conseguiram encerrar a sessão volátil em alta, marcando também ganhos trimestrais e mensais. Isso ocorreu mesmo com investidores se preparando para uma paralisação do governo dos Estados Unidos, que atrasaria relatórios econômicos importantes e prejudicaria as perspectivas da política de juros do Federal Reserve. O S&P 500 ganhou 0,40%, para 6.687,82 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,29%, para 22.655,74 pontos. O Dow Jones subiu 0,19%, para 46.405,81 pontos.
Câmbio
Em um dia de oscilações estreitas, o dólar encerrou praticamente estável no Brasil, influenciado pela disputa pela formação da Ptax de fim de mês. O dólar à vista encerrou a sessão em leve alta de 0,02%, aos R$ 5,32. No ano, a divisa acumula queda de 13,86%. A estabilidade do câmbio reflete a cautela dos investidores em meio a incertezas sobre o futuro do governo dos EUA.
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