- A Jaguar Land Rover (JLR) sofreu um ciberataque que paralisou a produção por quase um mês nas fábricas de Solihull, Wolverhampton e Halewood.
- O governo britânico garantiu um empréstimo de £1,5 bilhão (cerca de US$ 2 bilhões) para ajudar a JLR a retomar a produção e evitar demissões.
- O financiamento deve ser quitado em até cinco anos e é respaldado pela agência de crédito à exportação do Reino Unido.
- O objetivo é proteger milhares de empregos e manter ativa a cadeia de fornecedores da empresa.
- A retomada da produção será gradual e envolve a reabilitação de sistemas digitais, incluindo os de faturamento.
A Jaguar Land Rover (JLR), controlada pelo conglomerado indiano Tata, enfrenta uma crise sem precedentes após um ciberataque que paralisou sua produção por quase um mês. As fábricas em Solihull, Wolverhampton e Halewood foram as principais afetadas. Em resposta, o governo britânico anunciou uma garantia para um empréstimo de £1,5 bilhão (cerca de US$ 2 bilhões) para ajudar a JLR a retomar a produção e evitar demissões.
O financiamento, viabilizado por um banco comercial e respaldado pela agência de crédito à exportação do Reino Unido, deve ser quitado em até cinco anos. O objetivo é proteger milhares de empregos e manter ativa a cadeia de fornecedores da empresa. A JLR é considerada estratégica para o Reino Unido, empregando diretamente 34 mil pessoas e sustentando cerca de 120 mil trabalhadores indiretos.
Impacto do ciberataque
O ataque cibernético forçou a paralisação das fábricas, afetando os sistemas de TI e forçando a interrupção das operações. Técnicos da empresa, especialistas internacionais, a agência National Cyber Security Centre e a polícia britânica atuam na contenção dos danos. A empresa informou já ter notificado parceiros e fornecedores sobre o avanço na restauração da rede digital e promete acelerar o pagamento de faturas atrasadas.
Reação do governo
Com a paralisação da produção, sindicatos como o Unite, que representa milhares de empregados da JLR e de sua cadeia de suprimentos, pressionavam o governo britânico por medidas emergenciais. O bilionário empréstimo anunciado é considerado um importante primeiro passo para proteger a empresa e seus trabalhadores. A secretária-geral da entidade, Sharon Graham, disse que o dinheiro deve ser usado para garantir empregos, proteger competências e assegurar os salários no grupo e entre seus fornecedores.
Retomada da produção
A retomada da produção será gradual e envolve também a reabilitação de sistemas digitais, incluindo os de faturamento, que estavam fora do ar desde o fim de agosto. A empresa promete acelerar o pagamento de faturas atrasadas e restaurar a rede digital para minimizar os impactos do ataque cibernético.
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