- A Lufthansa anunciou um plano para cortar 4.000 vagas administrativas até 2030, a maior redução desde a pandemia.
- A medida visa impulsionar a lucratividade da empresa e gerar cerca de 300 milhões de euros em economias anuais.
- As demissões ocorrerão por meio de digitalização, automação e consolidação de processos.
- A Lufthansa enfrenta desafios como greves, atrasos nas entregas de aeronaves e uma linha aérea principal de baixo desempenho.
- A empresa busca alcançar um fluxo de caixa livre de mais de 2,5 bilhões de euros de 2028 a 2030.
Lufthansa anuncia corte de 4.000 vagas administrativas até 2030
A Lufthansa, uma das maiores companhias aéreas da Europa, anunciou um plano ambicioso para cortar 4.000 vagas administrativas até 2030. Essa é a maior redução de empregos desde a pandemia e visa impulsionar a lucratividade da empresa. A medida deve gerar economias anuais de aproximadamente 300 milhões de euros.
Maior redução desde a pandemia
A decisão de cortar 4.000 vagas é uma resposta direta às perdas significativas sofridas durante a pandemia. A Lufthansa já havia reduzido suas previsões de lucro duas vezes no ano passado e ficou aquém das metas de margem de médio prazo estabelecidas em 2021. A empresa busca agora uma recuperação mais robusta.
Estratégia de digitalização e automação
As demissões ocorrerão por meio de digitalização, automação e consolidação de processos. A maioria das reduções será na Alemanha, conforme anunciado na segunda-feira (29) em Munique. A Lufthansa espera que essas mudanças gerem cerca de 300 milhões de euros em economias anuais.
Desafios enfrentados
A empresa enfrenta diversos desafios, incluindo greves, atrasos nas entregas de aeronaves e uma linha aérea principal de baixo desempenho. Essas questões têm impactado negativamente os resultados financeiros da companhia. A Lufthansa também está lidando com a ameaça renovada de agitação trabalhista, com os pilotos prontos para votar sobre uma possível greve.
Impacto nas operações
Os atrasos contínuos nas entregas de aeronaves têm dificultado a renovação da frota da Lufthansa. A certificação dos assentos da classe executiva no Boeing 787-9 ainda está pendente, o que tem forçado a transportadora a manter esses assentos bloqueados até a aprovação. Além disso, o lançamento da nova cabine premium Allegris enfrenta obstáculos.
Metas futuras
Para a última parte da década, a Lufthansa disse que busca alcançar um fluxo de caixa livre de mais de 2,5 bilhões de euros de 2028 a 2030. A margem operacional ajustada deve ser de 8-10% nesse período. A empresa também espera adicionar mais de 230 aeronaves até 2030, incluindo 100 jatos de longa distância.
Expansão de outras divisões
Além dos voos de passageiros, a Lufthansa também está expandindo suas outras divisões. A Lufthansa Technik, seu braço de manutenção de aeronaves, está se expandindo para a crescente área de defesa. Sua unidade de carga está buscando se tornar uma das três maiores transportadoras de carga aérea do mundo.
Reação do mercado
As ações da Lufthansa subiram até 9 centavos de dólar, ou 1,2%, para 7,8 euros no início das negociações em Frankfurt. Antes, a ação havia se valorizado 27% este ano. O CEO Carsten Spohr já instituiu algumas mudanças organizacionais, incluindo o agrupamento das operações das companhias aéreas centrais.
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