- Shein anunciou a abertura de suas primeiras lojas físicas na França em novembro, apesar da oposição local e novas regulamentações ambientais.
- A decisão segue a aprovação de uma lei pelo Senado francês que impõe impostos sobre empresas de fast-fashion, visando reduzir o impacto ambiental da indústria.
- As lojas serão instaladas em cidades como Dijon, Grenoble, Reims, Limoges e Angers, em parceria com a Société des Grands Magasins (SGM).
- A Galeries Lafayette e a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, criticaram a decisão, afirmando que a presença da Shein contraria os valores do comércio sustentável e as ambições ecológicas de Paris.
- A Shein já enfrentou problemas regulatórios na União Europeia, incluindo uma multa de R$ 176 milhões na França por coleta de dados de usuários sem consentimento.
Shein, a varejista de fast-fashion, anunciou a abertura de suas primeiras lojas físicas na França em novembro, mesmo em meio a um cenário de crescente oposição. A decisão ocorre após a aprovação de uma nova legislação pelo Senado francês, que impõe impostos sobre empresas do setor, visando reduzir o impacto ambiental da indústria.
As lojas serão localizadas em departamentos de cidades como Dijon, Grenoble, Reims, Limoges e Angers, através de uma parceria com a Société des Grands Magasins (SGM). Até o momento, a Shein operava exclusivamente online e em lojas pop-up, como as que foram vistas em Nova York. A entrada da marca no mercado físico francês gera controvérsias, com críticas de importantes grupos locais, incluindo a Galeries Lafayette e a prefeita de Paris, Anne Hidalgo.
Críticas à Abertura das Lojas
A Galeries Lafayette expressou forte desaprovação em relação à decisão, afirmando que a presença da Shein contraria os valores da rede de lojas. A empresa argumenta que a prática e o posicionamento da Shein não estão alinhados com sua proposta de comércio sustentável. Além disso, a prefeita Hidalgo declarou que a instalação da Shein no BHV é contrária às ambições ecológicas e sociais de Paris, que busca promover um comércio local responsável.
A Shein enfrenta, ainda, desafios regulatórios na União Europeia, sendo classificada como uma “plataforma online muito grande”. Recentemente, a empresa foi multada em 176 milhões de dólares na França por coleta de dados de usuários sem consentimento. A abertura das lojas físicas pode intensificar o debate sobre a sustentabilidade e as práticas de negócios da fast-fashion na Europa.
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