- A Barry Callebaut, maior produtora mundial de chocolate a granel, enfrenta uma crise, com suas ações caindo quase 50% nos últimos dois anos devido ao aumento dos preços do cacau e mudanças na liderança.
- A empresa anunciou um plano de reestruturação para recuperar a confiança dos investidores.
- A Barry Callebaut discute a possibilidade de fechar o capital com sua principal acionista, a família Jacobs, que consultou a gestora de private equity CVC Capital Partners.
- Avaliada em cerca de 6 bilhões de francos suíços (aproximadamente US$ 7,5 bilhões), a companhia é a ação mais vendida a descoberto na Suíça, com 25% de seu capital apostando na queda.
- O CEO Peter Feld afirmou que a empresa precisa mudar sua cultura operativa para se tornar mais ágil e competitiva, visando um novo ciclo de crescimento rentável.
A Barry Callebaut, maior produtora mundial de chocolate a granel, enfrenta uma fase crítica após uma queda acentuada no valor de suas ações, que perderam quase 50% nos últimos dois anos. O aumento nos preços do cacau e mudanças na liderança contribuíram para essa turbulência. Recentemente, a empresa anunciou um plano de reestruturação visando recuperar a confiança dos investidores.
Em meio a essa crise, a Barry Callebaut está discutindo a possibilidade de fechar o capital com sua principal acionista, a família Jacobs. Fontes próximas ao assunto confirmaram que a família considerou essa opção, consultando a gestora de private equity CVC Capital Partners. A companhia, avaliada em cerca de 6 bilhões de francos suíços (aproximadamente US$ 7,5 bilhões), se tornou a ação mais vendida a descoberto na Suíça, com cerca de 25% de seu capital em circulação apostando na queda.
O CEO Peter Feld, em entrevista, descreveu as dificuldades como “turbulências passageiras”. Ele ressaltou que a empresa precisa mudar sua cultura operativa, que historicamente tem sido lenta e artesanal, para se tornar mais ágil e competitiva. Feld acredita que a Barry Callebaut pode iniciar um novo ciclo de crescimento rentável, mas mudanças são essenciais.
A empresa processa mais de 2 milhões de toneladas de chocolate anualmente, detendo uma participação de mercado quase duas vezes maior que a do concorrente mais próximo. Qualquer interrupção prolongada na operação pode impactar significativamente o setor, influenciando preços e fornecimento de produtos à base de cacau. A preocupação dos clientes corporativos não se limita ao custo, mas também à segurança do fornecimento, o que coloca a Barry Callebaut em uma posição singular para o futuro.
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