- O Grupo Mover, antes conhecido como Camargo Corrêa, apresentou um novo plano de recuperação judicial, permitindo o pagamento de dívidas em até 40 anos.
- O pedido foi protocolado na 1ª Vara de Falências de São Paulo e anunciado pela InterCement. O grupo já havia solicitado recuperação judicial no final de 2024, com dívidas que passaram de R$ 14,3 bilhões para R$ 21,1 bilhões.
- O plano depende da venda de ações da CCR, com expectativa de entrada de R$ 900 milhões até 2026 e oferece diferentes opções de pagamento para credores.
- A Mover possui três holdings e, em caso de liquidação forçada, seus ativos totalizam R$ 20,3 bilhões, mas apenas R$ 3,59 bilhões estão disponíveis para credores devido ao elevado passivo da InterCement.
- O sucesso do plano enfrenta desafios, como a aceitação dos termos pelos credores e a quantificação de passivos contingentes, além da necessidade de venda da participação na Motiva e continuidade do fluxo de dividendos.
O Grupo Mover, anteriormente conhecido como Camargo Corrêa, apresentou um novo plano de recuperação judicial, permitindo o pagamento de suas dívidas em até 40 anos. O pedido foi protocolado na 1ª Vara de Falências de São Paulo e divulgado em um fato relevante pela InterCement. O grupo entrou com a solicitação de recuperação no final de 2024, com dívidas inicialmente de R$ 14,3 bilhões, que foram revisadas para R$ 21,1 bilhões.
O plano de recuperação depende da venda de ações da CCR, com uma expectativa de entrada de R$ 900 milhões até 2026. A proposta apresenta diferentes alternativas de pagamento para os credores, com prazos que variam conforme a categoria do credor. Para credores quirografários financeiros, há duas opções: receber em 30 anos com correção pela TR ou até R$ 100 mil em um ano. Já os credores não financeiros podem optar por receber no 40º ano ou até R$ 50 mil em 30 dias.
Estrutura do Plano
O grupo Mover possui três holdings: Mover Participações, Sucea Participações e Sincro Participações. Em um cenário de liquidação forçada, os ativos totalizam R$ 20,3 bilhões, mas o valor disponível para credores é de apenas R$ 3,59 bilhões. Essa discrepância se deve ao passivo elevado da InterCement, que consome a maior parte dos ativos.
A Mover detém 14,86% da Motiva, uma das principais operadoras de infraestrutura do Brasil, cujas ações valem R$ 2,6 bilhões. A venda dessa participação é considerada crucial para o sucesso do plano. Além disso, a empresa espera receber R$ 102 milhões em dividendos da Motiva em 2025, embora o histórico de dividendos apresente variações significativas.
Desafios e Expectativas
O plano de recuperação enfrenta desafios, como a necessidade de que a maioria dos credores aceite os termos propostos. Além disso, passivos contingentes trabalhistas e tributários ainda não foram quantificados, o que pode resultar em novos credores. O sucesso do plano depende de várias condições, incluindo a venda da fatia na Motiva pelo valor esperado e a continuidade do fluxo de dividendos.
A situação financeira do Grupo Mover reflete um cenário complexo, onde a recuperação depende de múltiplos fatores que precisam convergir positivamente para a viabilização do plano.
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