- O Banco Mundial revisou a projeção de crescimento da China, aumentando de 4% para 4,8% em 2025.
- A nova estimativa foi divulgada em 7 de outubro e reflete um aumento de 0,8 ponto percentual.
- A previsão para 2024 também foi ajustada, passando de 4% para 4,2%.
- O Banco Mundial alertou sobre riscos de desaceleração em 2026, citando baixa confiança do consumidor e endividamento crescente.
- A instituição recomenda reformas estruturais para promover desenvolvimento mais duradouro, em meio a pressões econômicas globais e políticas comerciais dos Estados Unidos.
O Banco Mundial revisou sua projeção de crescimento para a China, elevando-a de 4% para 4,8% em 2025. A nova estimativa, divulgada em 7 de outubro, reflete um aumento de 0,8 ponto percentual em relação às previsões anteriores. No entanto, a instituição alertou sobre os riscos de desaceleração econômica em 2026, citando a baixa confiança do consumidor e o crescente endividamento.
A previsão para o crescimento da China em 2024 também foi ajustada, passando de 4% para 4,2%. O Banco Mundial destacou que a desaceleração esperada nas exportações e a redução do estímulo fiscal devido ao aumento da dívida pública poderão impactar a economia. Além disso, a instituição espera que o restante da região do Leste Asiático cresça 4,4% em 2025, com uma leve elevação de 0,2 ponto percentual.
Riscos e Desafios
Os analistas apontam que a moderação do crescimento está ligada ao aumento das barreiras comerciais e à incerteza política global. As empresas têm adotado uma postura cautelosa, adiando investimentos e gastos de capital. O relatório do Banco Mundial ressalta que o crescimento econômico global enfrenta pressão, especialmente em decorrência das políticas comerciais dos Estados Unidos.
Os dados mais recentes indicam que a produção industrial e as vendas no varejo na China tiveram o crescimento mais fraco em quase um ano, sinalizando que a recuperação econômica ainda está distante. Para evitar uma desaceleração acentuada, espera-se que o governo de Pequim implemente mais medidas de estímulo, mantendo a meta de crescimento anual de “cerca de 5%”.
A recomendação do Banco Mundial é que os países mantenham o foco em reformas estruturais mais profundas, que podem oferecer benefícios de desenvolvimento mais duradouros do que as medidas fiscais de curto prazo.
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