- A Vale anunciou a recompra de até US$ 3 bilhões em títulos perpétuos emitidos em 1997, durante sua privatização.
- A medida visa reduzir custos com dívidas, já que esses títulos têm se tornado onerosos para a empresa.
- A oferta inclui debêntures a R$ 42 por título, com prazo de adesão até 31 de outubro.
- Os títulos rendem cerca de 13% ao ano em dólares, o que é mais que o dobro dos 6,1% pagos pelos bonds da Vale com vencimento em 2054.
- A recompra pode alcançar até US$ 3,1 bilhões se todos os detentores aceitarem a proposta, proporcionando alívio financeiro à mineradora.
A Vale, uma das principais mineradoras do mundo, anunciou a recompra de até US$ 3 bilhões em títulos perpétuos emitidos em 1997, durante sua privatização. A decisão visa reduzir custos com dívidas, já que esses papéis têm se tornado onerosos para a empresa. A oferta inclui debêntures a R$ 42 por título, com prazo de adesão até 31 de outubro.
Esses títulos, que garantem aos investidores um dividendo baseado em 1,8% da receita líquida de vendas de minério de ferro e 2,5% de cobre e ouro, atualmente rendem cerca de 13% ao ano em dólares. Essa taxa é mais que o dobro dos 6,1% pagos pelos bonds da Vale com vencimento em 2054. Com cerca de 388,6 milhões de papéis em circulação, a recompra pode alcançar um montante total de US$ 3,1 bilhões se todos os detentores aceitarem a proposta.
A mineradora já havia alcançado sua meta de produção no Sudeste, o que tornou esses títulos ainda mais custosos. A operação de recompra deve proporcionar um alívio financeiro, permitindo à Vale otimizar sua estrutura de capital. A venda de parte desses papéis pelo governo brasileiro, há quatro anos, aumentou sua liquidez e atraiu novos investidores.
A Vale continua a monitorar o mercado e suas obrigações financeiras, buscando estratégias que garantam sua sustentabilidade e crescimento. A recompra dos títulos é um passo significativo nesse sentido, reforçando o compromisso da empresa com a gestão responsável de suas dívidas.
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