- A Shell reportou resultados mistos no terceiro trimestre de 2025, com recuperação nas operações de petróleo e gás.
- A produção de petróleo alcançou 1,89 milhão de barris por dia, e os volumes de liquefação de gás natural liquefeito (GNL) subiram para entre 7 milhões e 7,4 milhões de toneladas métricas.
- As ações da empresa tiveram um aumento de até 2,3% em Londres, a maior alta em dois meses.
- A divisão química enfrenta dificuldades, com previsões de perdas significativas e a suspensão da fábrica de biocombustíveis em Roterdã resultando em uma perda de US$ 600 milhões.
- A Shell continua a focar na reestruturação e aumento da lucratividade, enquanto lida com os desafios no setor químico e de biocombustíveis.
A Shell apresentou resultados mistos em seu desempenho no terceiro trimestre de 2025. A gigante do setor energético reportou uma recuperação significativa nas operações de petróleo e gás, após enfrentar desafios devido à volatilidade geopolítica que afetou o mercado anteriormente. O aumento na produção, que alcançou 1,89 milhão de barris por dia, foi um dos destaques, assim como a elevação nos volumes de liquefação de GNL, que subiram para entre 7 milhões e 7,4 milhões de toneladas métricas.
As ações da Shell reagiram positivamente, com um aumento de até 2,3% em Londres, representando a maior alta em dois meses. O analista do RBC, Biraj Borkhataria, destacou que o desempenho comercial foi melhor em comparação ao trimestre anterior, que havia sido considerado decepcionante. Contudo, nem todas as divisões da companhia apresentaram resultados favoráveis.
Desafios em Químicos e Biocombustíveis
A divisão química da Shell continua a enfrentar dificuldades, com previsões de perdas significativas no terceiro trimestre. A empresa busca reestruturar essa unidade, que tem sofrido com altos custos na Europa e queda na competitividade. Além disso, a suspensão da fábrica de biocombustíveis em Roterdã resultou em uma perda de US$ 600 milhões, elevando as baixas contábeis no local para cerca de US$ 1,4 bilhão.
A Shell, que já se desfez de ativos de baixo desempenho, continua a se concentrar em aumentar a lucratividade. A rival BP também anunciou a desistência de um projeto similar na Holanda, evidenciando a pressão que o setor enfrenta. Apesar dos avanços em petróleo e gás, a empresa permanece atenta aos desafios no setor químico e de biocombustíveis, que impactam sua estratégia de crescimento.
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