- As ações da Americanas caíram 7,15% em sete de outubro de 2025, após o ex-diretor Márcio Cruz Meirelles firmar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF).
- O acordo pode trazer novas informações sobre fraudes que totalizam até R$ 22,8 bilhões.
- A crise da Americanas começou em janeiro de 2023, com a revelação de inconsistências contábeis que resultaram em um rombo de R$ 20 bilhões.
- A empresa está em recuperação judicial e já houve denúncias contra treze ex-executivos por crimes como associação criminosa e falsidade ideológica.
- Entre os denunciados estão o ex-CEO Miguel Gutierrez e a ex-CEO da B2W, Anna Saicali. A Americanas registrou um prejuízo líquido de R$ 98 milhões entre abril e junho de 2025.
As ações da Americanas, uma das principais varejistas do Brasil, enfrentaram uma queda de 7,15% nesta terça-feira, 7 de outubro. A desvalorização é atribuída ao acordo de delação premiada firmado pelo ex-diretor Márcio Cruz Meirelles com o Ministério Público Federal (MPF). Este acordo pode revelar novas fraudes que somam até R$ 22,8 bilhões.
O escândalo financeiro da Americanas começou em janeiro de 2023, quando a empresa anunciou inconsistências contábeis que resultaram em um rombo inicial de R$ 20 bilhões. Desde então, a companhia está sob recuperação judicial e enfrenta denúncias contra ex-executivos por fraudes. O conteúdo das declarações de Meirelles deve ser integrado a uma denúncia apresentada pelo MPF em março, que já incluía outros 12 ex-executivos.
Detalhes da Delação
A delação de Meirelles abrange quatro anexos, abordando sua relação patrimonial, histórico na Americanas, a pressão por resultados e seu primeiro contato com as fraudes contábeis. Até agora, três delações já haviam sido firmadas por outros ex-executivos, incluindo Marcelo Nunes e Flávia Carneiro.
O MPF já denunciou um total de 13 ex-executivos e ex-funcionários da Americanas por crimes como associação criminosa e falsidade ideológica. Entre os denunciados estão nomes de destaque como o ex-CEO Miguel Gutierrez e a ex-CEO da B2W, Anna Saicali. A investigação da Polícia Federal (PF) também resultou em indiciamentos, mas os acionistas de referência da empresa, como Jorge Paulo Lemann, não foram implicados.
Situação Financeira Atual
Em termos financeiros, a Americanas registrou um prejuízo líquido de R$ 98 milhões entre abril e junho de 2025, uma queda significativa em relação ao prejuízo de R$ 1,85 bilhão no mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado alcançou R$ 329 milhões, representando um crescimento de 1.216% em comparação ao segundo trimestre de 2024. A receita líquida totalizou R$ 3,84 bilhões, com um aumento de 24,7% em relação ao ano anterior.
A situação da Americanas continua instável, com a empresa ainda se recuperando de um dos maiores escândalos corporativos da história do Brasil.
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