- Moody’s Analytics elevou a projeção do PIB do Brasil para 2,5% em 2025, em comparação com a previsão de 2,16% do Focus.
- Para 2026, a agência aponta crescimento de 1,8%, com a Selic em 15% por longo período, influenciando investimentos.
- Fatores de impulso são a robustez do mercado de trabalho e a valorização do real.
- Na América Latina, o crescimento médio fica em 2,3% em 2025; Argentina deve avançar 4,5% e Chile 2,5% no mesmo ano.
- Chile deve desacelerar para 2% em 2026; eleições na Argentina e no Chile podem impactar decisões econômicas e incertezas políticas persistem.
O relatório da Moody’s Analytics, divulgado nesta quarta-feira (8), elevou a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2,5% em 2025. A estimativa contrasta com o último boletim Focus do Banco Central, que previa um crescimento de 2,16%. A análise destaca a robustez do mercado de trabalho e a valorização do real como fatores que impulsionam o consumo privado.
Para 2026, a Moody’s prevê uma desaceleração do crescimento, com o PIB projetado em 1,8%. A manutenção da Selic em 15% por um longo período deve impactar os investimentos, mesmo após o fim do ciclo restritivo. A agência ressalta que as restrições monetárias e o ciclo eleitoral influenciarão o cenário econômico.
Cenário da América Latina
A Moody’s também analisou a situação da América Latina, que deve apresentar um crescimento médio de 2,3% em 2025, embora abaixo do potencial da região. A temporada eleitoral, que inclui eleições na Argentina e no Chile, pode afetar as decisões econômicas. A agência observa que a Argentina enfrenta dificuldades, com um crescimento projetado de 4,5% em 2025, apesar da deterioração econômica.
No Chile, a previsão de crescimento é de 2,5% em 2025, impulsionada pela alta do cobre e uma política monetária mais flexível. Contudo, a desaceleração deve ocorrer em 2026, com o crescimento reduzido para 2%. A Moody’s destaca que os desafios econômicos e as incertezas políticas continuarão a impactar a região.
Entre na conversa da comunidade