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Governo flexibiliza direcionamento da poupança e o compulsório no novo crédito imobiliário

Governo flexibiliza crédito imobiliário: compulsório cai a 15% e direcionamento é gradual, liberando até R$ 52,4 bilhões no primeiro ano; SFH chega a R$ 2,25 milhões

Prédios no centro de São Paulo
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  • O governo divulgou em 10 de outubro de 2025 uma nova abordagem para o crédito imobiliário, com flexibilização do direcionamento obrigatório dos depósitos da poupança e redução do compulsório, para liberar até R$ 52,4 bilhões no primeiro ano, sendo R$ 36,9 bilhões já disponíveis.
  • O modelo foi apresentado em São Paulo com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; Haddad afirmou que a proposta traz sustentabilidade e segurança aos financiamentos.
  • Atualmente, bancos devem destinar 65% dos depósitos da poupança ao crédito imobiliário, com 20% recolhidos ao Banco Central; com as novas regras, o compulsório passa a 15%, condicionado à destinação para habitação.
  • A partir de 2027, o compulsório diminuirá em 1,5 ponto percentual ao ano até ser zerado em dez anos; o direcionamento obrigatório será extinto gradualmente, mantendo as poupanças como referência para o montante a ser alocado ao crédito imobiliário.
  • O teto do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) passa a ser R$ 2,25 milhões, acima do anterior de R$ 1,5 milhão, para ampliar o financiamento habitacional; as mudanças visam atender à queda dos depósitos na poupança e reduzir juros para os tomadores.

O governo brasileiro anunciou na última sexta-feira, 10 de outubro de 2025, uma nova abordagem para o crédito imobiliário, que inclui a flexibilização do direcionamento obrigatório dos depósitos da caderneta de poupança e a redução do compulsório. Essas mudanças visam aumentar os recursos disponíveis para financiamento habitacional, permitindo a liberação de até R$52,4 bilhões no primeiro ano, dos quais R$36,9 bilhões serão disponibilizados imediatamente.

O novo modelo foi apresentado em São Paulo, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Durante o evento, Haddad destacou que essa iniciativa representa um avanço nas reformas do crédito, garantindo sustentabilidade e segurança nos financiamentos. Ele enfatizou que a proposta vai além de simplesmente aumentar a porcentagem do compulsório, buscando uma estrutura mais robusta para canalizar recursos para a construção civil.

Detalhes das Mudanças

Atualmente, os bancos são obrigados a destinar 65% dos depósitos da poupança ao crédito imobiliário, com 20% sendo recolhidos ao Banco Central. Com as novas regras, a parcela do compulsório será reduzida para 15%, condicionada à destinação desses recursos para o financiamento habitacional. A partir de 2027, o compulsório diminuirá em 1,5 ponto percentual ao ano até ser eliminado em um período de dez anos. O direcionamento obrigatório também será gradualmente extinto, embora os depósitos na poupança ainda sirvam como referência para o montante a ser alocado ao crédito imobiliário.

Além disso, o governo elevou o teto do valor máximo dos imóveis financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) para R$2,25 milhões, um aumento significativo em relação ao limite anterior de R$1,5 milhão. Essa mudança visa tornar o financiamento habitacional mais acessível e alinhado com o mercado atual.

Essas reformas são uma resposta à queda dos depósitos na caderneta de poupança, que têm apresentado baixa rentabilidade. O Banco Central já havia alertado para a necessidade de uma reformulação no modelo de financiamento, e as novas diretrizes buscam atender a essa demanda, ao mesmo tempo em que promovem a redução dos juros para os tomadores de crédito imobiliário.

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