- O comércio eletrônico deve movimentar mais de US$ 585 bilhões nos próximos dois anos no Brasil, mas lojas físicas seguem relevantes e o modelo phygital ganha espaço para conectar online e presencial.
- A CVC inaugurou 650 lojas entre 2024 e junho de 2025, com 54% das vendas no formato phygital; a empresa projeta abrir entre 180 e 200 novas unidades até o fim de 2025, totalizando cerca de 1,5 mil unidades na América Latina.
- A Dudalina abriu 15 novas franquias em 2024 e mira 30 até 2026, com 70% das vendas ocorrendo em pontos de venda físicos, fortalecendo o vínculo com clientes.
- O Grupo Boticário adicionou atendimento capilar e maquiagem personalizada em 17 novas unidades, destacando a importância das lojas físicas para antecipar necessidades dos consumidores.
- Especialistas destacam a integração entre canais físico e digital como essencial: a jornada multicanal amplia alcance e consumidores que mesclam ambientes compram quase três vezes mais; ainda, há cautela diante da crise do varejo e queda de 3,3% no Índice de Varejo da Stone, com setor de alimentos apresentando crescimento.
O comércio eletrônico tem se destacado no Brasil, com previsão de movimentar mais de US$ 585 bilhões nos próximos dois anos. Apesar da crescente digitalização, as lojas físicas continuam a desempenhar um papel crucial, como demonstram as recentes expansões de marcas como CVC, Dudalina e Grupo Boticário. Essas empresas estão investindo na abertura de novas unidades, reforçando a importância do modelo de negócios phygital, que combina experiências online e offline.
A CVC, por exemplo, inaugurou 650 lojas entre 2024 e junho de 2025, com 54% das vendas provenientes do formato phygital. A empresa projeta abrir entre 180 e 200 novas lojas até o final de 2025, expandindo sua presença em um total de 1,5 mil unidades na América Latina. A estratégia permite que consumidores façam compras online com o suporte de agentes em lojas físicas, criando uma experiência de compra mais integrada.
Expansão das Franquias
A Dudalina também está em crescimento, tendo inaugurado 15 novas franquias em 2024 e planejando chegar a 30 até 2026. A diretora de marca, Renata Viacava, destaca que 70% das vendas da empresa ocorrem presencialmente, ressaltando a importância das lojas físicas para o fortalecimento da marca. Para ela, as unidades oferecem uma conexão direta com os clientes, essencial para a experiência de compra.
O Grupo Boticário, por sua vez, está inovando com serviços como análise capilar e maquiagem personalizada em 17 novas unidades. A diretora Natália Calixto afirma que os consumidores esperam que as marcas antecipem suas necessidades, e as lojas físicas são vitais nesse processo.
Integração Digital e Física
Especialistas ressaltam que a integração entre os canais físico e digital é fundamental. Emerson Belan, da CVC, explica que a jornada multicanal permite atender regiões sem lojas físicas, ampliando o alcance da marca. O Grupo Boticário também observa que consumidores que transitam entre os ambientes físico e digital compram quase três vezes mais que os exclusivamente digitais.
O cenário atual é considerado favorável por alguns, especialmente com a proximidade de datas comerciais importantes. No entanto, a situação é vista com cautela por outros, que apontam para a crise no varejo e a queda nas vendas em agosto. O Índice de Varejo da Stone registrou uma retração de 3,3% em comparação ao ano anterior, embora o setor de alimentos tenha apresentado crescimento.
As marcas estão, portanto, apostando na combinação de experiências físicas e digitais para se manterem competitivas em um mercado em constante evolução.
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