- Mercado Livre testa operação no setor farmacêutico brasileiro, comprando a Farmácia Cuidamos, na zona sul de São Paulo, para usar como laboratório do modelo 1P e entender logística e armazenagem, enquanto aguarda atualização regulatória para migrar ao formato 3P.
- O objetivo é, no futuro, operar como marketplace (3P) conectando farmácias a cerca de 100 milhões de consumidores no Brasil, sem planos de criar rede própria, afirma Fernando Yunes.
- Yunes destacou que a Farmácia Cuidamos servirá apenas como laboratório; o Mercado Livre aguarda mudanças da Anvisa para avançar no modelo 3P. Adriana Cardinali, diretora jurídica de e-commerce, disse que venda de medicamentos na plataforma é proibida.
- O mercado brasileiro de farmacêuticos é estimado em around R$ 200 bilhões por ano, com apenas 10% de penetração online; Itaú BBA vê possibilidade de início com medicamentos OTC (sem prescrição) e margens maiores, com redes tradicionais mantendo competitividade pela proximidade ao consumidor.
- O principal entrave regulatório é a RDC 44/2009, que ainda não permite marketplace de medicamentos; sem mudança, o Mercado Livre pode optar por não avançar ou montar rede própria, mantendo o foco em favorecer as farmácias dentro da plataforma.
O Mercado Livre está testando um novo modelo de operação no setor farmacêutico brasileiro. A empresa adquiriu a Farmácia Cuidamos, localizada na zona sul de São Paulo, para entender melhor a logística e a armazenagem de medicamentos. O objetivo final é operar como um marketplace (modelo 3P), conectando farmácias a seus 100 milhões de consumidores no Brasil.
O vice-presidente sênior de Commerce no Brasil, Fernando Yunes, destacou que a farmácia servirá como um laboratório para a empresa. Ele enfatizou que não há planos para criar uma rede própria de farmácias, mas sim para aprender com o setor antes de avançar para o modelo 3P. O Mercado Livre aguarda atualizações na regulamentação da Anvisa para poder operar plenamente nesse formato.
Mercado Potencial
O mercado farmacêutico brasileiro é avaliado em cerca de R$ 200 bilhões anuais, com apenas 10% de penetração online. Yunes afirmou que a empresa não está comercializando medicamentos atualmente e rebateu acusações da Abrafarma, que alegou que o Mercado Livre já estaria atuando nesse segmento. Em resposta, a diretora de jurídico de e-commerce, Adriana Cardinali, afirmou que a venda de medicamentos na plataforma é proibida.
A entrada do Mercado Livre no setor farmacêutico está sendo monitorada de perto por analistas financeiros. O Itaú BBA acredita que a concorrência será intensa e que o Mercado Livre começará a atuar com medicamentos OTC (sem prescrição), que têm margens brutas mais altas. Apesar da pressão sobre as margens das farmácias tradicionais, as grandes redes devem se manter competitivas devido à proximidade com os consumidores.
Desafios Regulatórios
Um dos principais obstáculos para a operação como marketplace é a RDC 44/2009, que ainda não permite essa modalidade de venda. Yunes comentou que, caso a regulamentação não mude, a empresa terá que escolher entre não avançar no setor ou criar uma rede própria, o que poderia torná-la concorrente das farmácias existentes. A estratégia do Mercado Livre é garantir que as farmácias prosperem dentro da plataforma, oferecendo acesso a um público mais amplo.
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