- Caixa Econômica Federal volta a financiar até 80% do valor da casa própria, anunciando a medida em evento em São Paulo, no dia 10 de outubro, com presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros.
- A mudança deve financiar cerca de 80 mil unidades até o fim de 2026 e gerar pelo menos R$ 20 bilhões de impacto na economia.
- Alterações no uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e da poupança ampliam o alcance do crédito, favorecendo o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e a classe média.
- Além do aumento do percentual, haverá modernização do modelo de captação: 65% dos depósitos da poupança era aplicado em crédito imobiliário, recurso que será eliminando gradualmente a partir de 2027 e passará a depender do total de recursos da poupança.
- O valor máximo de imóveis financiáveis pelo SFH subiu de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, com expectativa de gerar mais empregos e dinamizar o setor imobiliário.
A Caixa Econômica Federal anunciou que voltará a financiar até 80% do valor da casa própria. A mudança foi revelada durante um evento em São Paulo nesta sexta-feira, 10 de outubro, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros do governo. Anteriormente, a cota máxima de financiamento era de 70%, e a decisão foi possível devido a alterações nas regras do uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e da poupança.
O presidente da Caixa, Carlos Vieira, destacou que a nova política permitirá financiar cerca de 80 mil unidades até o final de 2026, injetando pelo menos R$ 20 bilhões na economia. O ministro das Cidades, Jader Filho, ressaltou que essa mudança beneficiará principalmente as operações do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), favorecendo a classe média e ampliando o investimento no setor de construção civil.
Modernização do Crédito Habitacional
Além do aumento no percentual de financiamento, o governo também anunciou a modernização do modelo de captação de recursos. As novas regras visam maximizar o uso da poupança como fonte de financiamento habitacional. Atualmente, 65% dos depósitos da caderneta devem ser aplicados em crédito imobiliário, mas essa obrigatoriedade será eliminada gradualmente.
A partir de janeiro de 2027, o total dos recursos depositados na poupança será a referência para o volume de crédito a ser destinado ao financiamento imobiliário. A transição inclui a redução do direcionamento obrigatório dos depósitos compulsórios, o que possibilitará uma maior oferta de crédito no mercado.
Perspectivas para o Setor
Essas mudanças visam facilitar o acesso à casa própria e impulsionar o setor imobiliário no Brasil. Com o aumento do limite de financiamento e a ampliação do valor máximo do imóvel financiado no SFH, que passou de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, espera-se um impacto positivo no emprego e na economia local. A expectativa é que essas medidas contribuam para um crescimento sustentável do mercado imobiliário nos próximos anos.
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