- Entre 25 de setembro e 6 de outubro, ações do CEO Tércio Borlenghi Jr. foram vendidas, reduzindo sua participação de 73% para 68% e sendo alegadas como violação de proteção judicial.
- Os compradores das ações incluíram Bradesco, Genial Investimentos e Grupo Opportunity; Borlenghi promete medidas legais para contestar a diluição.
- A Ambipar prepara pedido de recuperação judicial na próxima semana, enquanto as ações da empresa caem mais de 90% desde o fim de setembro.
- A crise de liquidez levou a proteção emergencial contra credores, sob uma dívida de aproximadamente R$ 10 bilhões; o Grupo Opportunity afirma que a venda não afetou o caixa.
- Borlenghi alega que a venda irregular resultou em perda de cerca de R$ 20 bilhões em valor de mercado; a crise é associada a um adendo com o Deutsche Bank para contrato de swaps, apontado pela Ambipar como aprovado pela alta gestão.
Após semanas de crise, a Ambipar enfrenta um momento delicado, com o CEO Tércio Borlenghi Jr. perdendo parte significativa de sua participação na empresa. Entre 25 de setembro e 6 de outubro, ações de Borlenghi foram vendidas, reduzindo sua participação de 73% para 68%. A venda foi motivada por preocupações com a liquidez da companhia e alegações de violação de proteção judicial.
Os acionistas que realizaram as vendas incluem o Bradesco, a Genial Investimentos e o Grupo Opportunity. A Ambipar argumenta que essas transações infringem uma ordem de proteção judicial. Em resposta, Borlenghi anunciou que tomará medidas legais para reverter a diluição de sua participação. A situação se agrava com a empresa se preparando para solicitar recuperação judicial na próxima semana, em meio a uma queda acentuada de suas ações, que despencaram mais de 90% desde o final de setembro.
Crise de Liquidez
A Ambipar, que atua em mais de 40 países, buscou proteção emergencial contra credores no mês passado, alegando que as demandas de pagamento poderiam acionar cláusulas de default cruzada em sua dívida de aproximadamente R$ 10 bilhões. O Opportunity, por sua vez, afirmou que a venda das ações não estava ligada a nenhuma execução de dívida e não afetou o caixa da empresa.
Borlenghi Jr. declarou que a venda “irregular” das ações resultou em uma perda estimada de R$ 20 bilhões em valor de mercado. A crise é atribuída a um adendo assinado com o Deutsche Bank para um contrato de swaps, que, segundo a Ambipar, foi aprovado por sua alta administração. A deterioração do risco de crédito da companhia é considerada resultado de uma série de decisões tomadas pelo CEO.
A situação da Ambipar continua a ser monitorada de perto, enquanto a empresa se prepara para enfrentar os desafios legais e financeiros que se avizinham.
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