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Ouro ultrapassa 4.100 dólares com tensão comercial e cortes de juros

Ouro ultrapassa US$ 4.100 por onça pela primeira vez, a US$ 4.114,31 à vista e US$ 4.133,90 em dezembro; prata atinge recorde e Fed tem cortes precificados em outubro (97%) e dezembro (100%)

Em 2025, o ouro acumula alta de 56%
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  • Ouro rompe a US$ 4.100 pela primeira vez, atingindo US$ 4.114,31 à vista e US$ 4.133,90 em contrato de dezembro, em meio a tensões EUA-China e expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve.
  • Prata sobe 3,1% e atinge novo recorde, em US$ 52,07.
  • O metal precioso acumula alta de 56% em 2025, impulsionado por incertezas geopolíticas, compras de bancos centrais e demanda de ETFs; tensões entre EUA e China também ajudam.
  • Expectativas de cortes de juros são altas: 97% de chance de corte de 25 pontos-base em outubro e 100% em dezembro.
  • Projeções de preço no curto prazo apontam para US$ 4.488 no próximo ano, com representantes como Bank of America e Société Générale; tendência indica alta no longo prazo mesmo com possíveis ajustes de curto prazo.

O ouro superou a marca de US$ 4.100 pela primeira vez nesta segunda-feira, 13 de outubro, atingindo US$ 4.114,31 à vista e US$ 4.133,90 em contratos futuros para dezembro. Esse aumento histórico ocorre em meio a tensões comerciais entre os EUA e a China e expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve.

O metal precioso, que acumula uma alta de 56% em 2025, teve seu preço elevado por fatores como incertezas geopolíticas, compras robustas de bancos centrais e a crescente demanda de ETFs. O presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou as tensões comerciais com a China, o que também contribuiu para a valorização do ouro.

Analistas estão projetando que o ouro pode atingir até US$ 5 mil até o final de 2026. Phillip Streible, estrategista-chefe da Blue Line Futures, afirmou que o ouro pode continuar sua trajetória ascendente, com suporte estrutural proveniente de compras constantes por bancos centrais e taxas de juros mais baixas nos EUA.

Expectativas de Cortes de Juros

As expectativas de cortes de juros são altas, com uma probabilidade de 97% de um corte de 25 pontos-base em outubro e 100% em dezembro. O ouro, sendo um ativo sem rendimento, tende a se valorizar em ambientes de juros baixos, o que atrai ainda mais investidores.

Além disso, a prata também teve um desempenho notável, subindo 3,1% e atingindo um recorde de US$ 52,07. A valorização do metal prateado é impulsionada pelos mesmos fatores que afetam o ouro, refletindo um clima de incerteza e busca por segurança nos mercados financeiros.

As projeções para o preço do ouro continuam a crescer, com instituições como o Bank of America e o Société Générale prevendo um preço médio de US$ 4.488 para o próximo ano. A tendência atual sugere que, apesar de uma possível correção de curto prazo, a alta do ouro deve se manter no longo prazo.

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