- O Tribunal de Justiça de São Paulo homologou o plano de recuperação extrajudicial do Grupo St Marche, encerrando processo iniciado em abril por dívida de R$ 528 milhões; decisão ocorreu em 10 de outubro, seis meses após o protocolo.
- Foram aportados aproximadamente R$ 90 milhões pelo L Catterton e pelo BTG Pactual para regularizar pagamentos a fornecedores e reabastecer as lojas.
- A rede abriu duzentas vagas em atendimento e produção e ampliou a linha de itens de marca própria.
- O Índice de Ruptura da Neogrid apontou 10% de disponibilidade de produtos nas lojas, frente à média nacional de 13,1%.
- A homologação encerra formalmente a renegociação de dívidas, permitindo a retomada das operações normais, em um cenário de margens operacionais desafiadas pela concorrência de grandes redes e do modelo de atacarejo.
O Tribunal de Justiça de São Paulo homologou o plano de recuperação extrajudicial do Grupo St Marche, encerrando um processo iniciado em abril devido a uma dívida de R$ 528 milhões. A decisão, confirmada em 10 de outubro, ocorreu seis meses após o protocolo do pedido, um prazo considerado curto em comparação com casos similares.
Durante a recuperação, o grupo recebeu aproximadamente R$ 90 milhões em aportes do fundo L Catterton e do BTG Pactual. Esses recursos foram essenciais para regularizar pagamentos a fornecedores e reabastecer as lojas da rede. A empresa destacou que a aceitação do plano pelos credores e sua trajetória no setor supermercadista contribuíram para a agilidade do processo.
Expansão e Reestruturação
A rede St Marche, que opera há 23 anos no mercado paulista, aproveitou a reestruturação para abrir 200 novas vagas nas áreas de atendimento e produção. Além disso, a linha de produtos de marca própria foi ampliada com 200 novos itens. O Índice de Ruptura da Neogrid, que monitora a disponibilidade de produtos, mostrou que as lojas St Marche apresentaram um índice de 10%, abaixo da média nacional de 13,1%.
A homologação do plano marca o fim formal do processo de renegociação de dívidas, permitindo que o grupo retome suas operações normais. A companhia, que se posiciona no segmento de supermercados de bairro e atende ao público de alta renda, enfrenta desafios como margens operacionais reduzidas e a concorrência crescente de grandes redes e do modelo de atacarejo.
O processo de recuperação extrajudicial é uma alternativa menos complexa que a recuperação judicial, permitindo a negociação de dívidas fora do ambiente judicial, mas requer homologação judicial. A adesão dos credores foi fundamental para a continuidade da operação do grupo.
Entre na conversa da comunidade