- Stellantis anunciou um investimento recorde de US$ 13 bilhões nos Estados Unidos, que criará cerca de 5.000 empregos, e a produção do Jeep Compass será transferida de Brampton, Ontário, para Illinois.
- A decisão gerou forte reação de sindicatos e autoridades canadenses, com a Unifor preocupada e a presidente Lana Payne afirmando que “os empregos automotivos canadenses estão sendo sacrificados no altar de Trump”; o governo de Mark Carney também foi solicitado a atuar para proteger o setor.
- O premier de Ontário, Doug Ford, chamou a medida de dolorosa para os trabalhadores e pediu ao governo federal que defenda os 157 mil trabalhadores da indústria automotiva da província, citando incertezas causadas pelas tarifas da administração Trump.
- Um especialista da Universidade de Toronto, Rafael Gomez, alertou para a possibilidade de perda contínua de empregos na montagem de automóveis nos próximos anos, destacando que políticas tarifárias dos Estados Unidos visam incentivar a produção interna.
- A Stellantis reiterou seu compromisso com o Canadá, destacando mais de 100 anos de presença no país e dizendo que mantém planos para Brampton, com mais detalhes a serem divulgados após conversas com o governo canadense.
A Stellantis, montadora automotiva, anunciou um investimento de US$ 13 bilhões nos Estados Unidos, que resultará na criação de aproximadamente 5.000 empregos. Como parte dessa estratégia, a produção do Jeep Compass será transferida de Brampton, Ontário, para Illinois. A decisão gerou forte reação de sindicatos e autoridades canadenses, que temem a perda de empregos locais.
A Unifor, principal sindicato do setor automotivo no Canadá, expressou preocupação com a situação. A presidente Lana Payne afirmou que “os empregos automotivos canadenses estão sendo sacrificados no altar de Trump”, referindo-se às políticas comerciais do ex-presidente dos EUA. O governo de Mark Carney também foi instado a usar sua influência para proteger os empregos no setor.
Reação do Governo e do Setor
O premier de Ontário, Doug Ford, descreveu a decisão da Stellantis como “dolorosa” para os trabalhadores. Ele enfatizou sua insatisfação com a escolha da montadora de priorizar investimentos nos EUA e pediu ao governo federal que defenda os 157 mil trabalhadores da indústria automotiva da província. A situação é ainda mais complicada devido às tarifas impostas pela administração Trump, que têm gerado incertezas para os trabalhadores canadenses.
O especialista em relações industriais da Universidade de Toronto, Rafael Gomez, alertou que o Canadá deve se preparar para uma perda contínua de empregos na montagem de automóveis nos próximos anos. Ele observou que as políticas tarifárias dos EUA visam incentivar a produção interna, o que pode prejudicar ainda mais o setor canadense.
Compromissos da Stellantis
Apesar das mudanças, a Stellantis reafirmou seu compromisso com o Canadá, destacando sua presença no país por mais de 100 anos. A montadora declarou que possui planos para Brampton e que compartilhará mais detalhes após discussões com o governo canadense. A situação atual revela um cenário desafiador para a indústria automotiva canadense, que busca se adaptar às novas realidades do comércio e da produção na América do Norte.
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